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Repressão 09/04/2013 | 17:51

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Trabalhadores de Belo Monte continuam parados, sob ameaça da Força Nacional

Luta dos operários é por melhores condições de trabalho

Os trabalhadores do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) continuam com a paralisação iniciada na última sexta-feira, dia 5, apesar da forte repressão que enfrentam por parte da Força Nacional de Segurança, enviada pelo governo federal.

No último sábado, os trabalhadores dos sítios Pimental e Belo Monte, nos quais o movimento é mais forte, realizaram uma passeata que percorreu 22 quilômetros em solidariedade aos operários em greve dos sítios Canais e Diques. No entanto, a Força Nacional os impediu de chegar até os sítios, de forma truculenta.

Após o incidente, 450 trabalhadores foram demitidos. Os operários denunciam que agentes da Força Nacional indicaram os participantes da marcha, ajudando na demissão, e ainda obrigou os trabalhadores demitidos a entregarem seu crachá.

Nesse momento, a Força Nacional continua com o cerco ao Sítio Belo Monte. Os trabalhadores vivem sob um clima constante de tensão, não têm comida e chegaram a ter a energia elétrica cortada por um tempo na noite desta segunda-feira.

Luta é por melhores condições
Os mais de 10 mil operários de Belo Monte reivindicam melhores condições de trabalho e maiores salários. Uma pauta com 35 reivindicações foi entregue ao CCBM, mas nenhuma negociação foi agendada.

Os principais itens são 40% de adicional por confinamento, redução do tempo de baixada de 6 para 3 meses para todos (intervalo entre as liberações para o trabalhador visitar a família), equiparação salarial, fim do desvio de função e desfiliação geral do Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará), filiado à Força Sindical, que não apoia as reivindicações dos trabalhadores.

A CSP-Conlutas tem apoiado as mobilizações dos trabalhadores e participado ativamente das manifestações. A central encaminhou, nesta segunda-feira (8), uma denúncia ao Ministério Público Federal sobre a ação de intimidação e de truculência da Força Nacional de Segurança na obra.

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