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8 de março 08/03/2013 | 16:01

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Manifestação e luta por direitos marcam o Dia da Mulher

Manifestantes fizeram ato na Praça Afonso Pena e seguiram em passeata até a Prefeitura

O Dia Internacional da Mulher foi celebrado como deve ser: um dia de luta. No centro de São José dos Campos, houve manifestações pelo fim da violência contra a mulher e por ampliação de direitos. Cerca de 120 pessoas saíram em passeata, entre a Praça Afonso Pena e a Prefeitura, com críticas ao machismo e ao descaso do poder público em relação a uma política em defesa dos direitos da mulher.

Na passeata, as manifestantes empunhavam faixas, bandeiras e cartazes e gritavam palavras de ordem como “Mulher em luta, contra a opressão, abaixo o machismo e a exploração”, ou ainda, “Carlinhos, assim não dá, se não tem creche não podemos trabalhar”.

Antes da passeata, o grupo de teatro “As Mal Amadas”, de São Paulo, apresentou a peça “Vai ter B.O, sim senhor”, em que eram mostradas de forma bem humorada e bastante crítica situações de machismo e desrespeito às mulheres.

“Infelizmente, a violência doméstica faz parte da nossa realidade. Homens se veem no direito de agredir as mulheres física e psicologicamente. Para piorar ainda mais a situação, essas mulheres agredidas não têm o apoio do poder público para enfrentar seus agressores. Por isso, reivindicamos a melhoria no atendimento das Delegacias da Mulher, que tem de funcionar todos os dias, 24 horas, e a construção de casas abrigo”, afirma a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Rosângela Calzavara.

No ato, os manifestantes também denunciaram o capitalismo que se aproveita do machismo para discriminar e explorar as mulheres trabalhadoras e o anteprojeto de lei Acordo Coletivo Especial (ACE), em estudo pelo governo, que ameaça reduzir direitos trabalhistas.

Hospital da Mulher fica na promessa
Ao final da passeata, uma comissão dos movimentos sociais organizadores da manifestação foi recebida pelo secretário de governo, Marcos Aurélio Santos, pela secretária de Desenvolvimento Social, Rosângela Rossin, e pela coordenadora de políticas públicas de mulheres, Vanda Siqueira.

A comissão entregou uma pauta de reivindicações referente aos direitos das mulheres (veja abaixo a pauta completa). Entre as reivindicações estava a construção do Hospital da Mulher, uma das principais propostas da campanha eleitoral de Carlinhos Almeida, sempre apresentada por ele como um “projeto viável”.

Entretanto, no encontro, o secretário de governo, Marcos Aurélio Santos, admitiu que o prefeito Carlinhos Almeida (PT) não pretende cumprir sua promessa de campanha para a criação do hospital. O secretário do governo afirmou que o prefeito vai apenas fazer convênios com hospitais privados.

“Não podemos aceitar um absurdo desses. Durante todo o período de campanha, Carlinhos afirmou que criaria o Hospital da Mulher, e agora vem com essa conversa? Ele tem de prestar contas para a população e cumprir o que prometeu”, conclui Rosângela.

Uma representante dos ex-moradores do Pinheirinho também reivindicou o reajuste do aluguel social pago hoje pela prefeitura e pelo governo do estado. 

A comissão recebida pelos secretários era formada por representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Movimento Mulheres em Luta da CSP-Conlutas, Sindicato dos Correios, ex-moradores do Pinheirinho, Oposição Alternativa da Apeoesp, Admap (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas) e Diretório Acadêmico de Biologia da Unitau.

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES PARA A PREFEITURA

1. Creche
Considerando, que segundo dados da própria Prefeitura, há um déficit de 6 mil vagas em creches, porém esse índice é ainda maior uma vez que desconsidera os filhos das mulheres desempregadas, requeremos:
- Construção imediata de creches públicas gratuitas e de qualidade, em tempo integral para todos os filhos da classe trabalhadora (empregadas e desempregadas);
- Transporte gratuito e seguro para todas as crianças matriculadas nas creches.

2. Combate à violência
Considerando que a violência contra a mulher está crescendo de forma alarmante em nossa região (no último ano, as tentativas de homicídio registradas nas delegacias da mulher do Vale do Paraíba cresceram 104% e só em São José dos Campos 5 mulheres são vítimas de violência diariamente) e que em todas as 39 cidades do Vale do Paraíba existem apenas 10 Delegacias da Mulher, que atendem somente no horário comercial, e nenhuma casa abrigo, requeremos:
- Imediata construção de casas abrigo, com orientação, formação profissional e infra-estrutura necessária para abrigar e assistir mulheres e filhos em situação de violência;
- Intervenção da Prefeitura junto ao Governo do Estado para funcionamento da Delegacia da Mulher, 24 horas, sete dias por semana e policiais qualificadas para o atendimento às mulheres vítimas de violência.

3. Aluguel Social
Tendo em vista que os aluguéis pagos pelas famílias do Pinheirinho foram reajustados depois de um ano de contrato, requeremos:
- Reajuste do aluguel social dos ex-moradores do Pinheirinho.

4. Saúde da Mulher
Considerando que hoje as mulheres aguardam cerca de 3 meses nas filas para realizar exames ginecológicos de rotina e muito mais tempo para a realização de exames especializados e que o número de gravidez não planejada entre as adolescentes têm crescido, requeremos:
- Acabar com as filas de espera para todos os exames ginecológicos;
- Construção imediata do Hospital da Mulher;
- Políticas de Educação sexual em todas as escolas do município;
- Distribuição gratuita e sem burocracia de métodos contraceptivos e preservativos femininos e masculinos;

Assinam:
Movimento Mulheres em Luta
Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região
Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Vale do Paraíba
Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas – ADMAP
Oposição Alternativa da Apeoesp
Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais (Pinheirinho) - ADMDS
Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos
 

 

 

 

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