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Dados da Prefeitura 07/03/2013 | 12:31

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Regiões com concentração de fábricas têm as maiores filas de espera por creche

No Dia Internacional da Mulher, Sindicato vai às ruas exigir a construção de mais creches públicas

A Prefeitura de São José dos Campos divulgou, na última semana, o tamanho da fila de espera por uma vaga nas creches públicas e conveniadas da cidade. Os números revelam que a espera é maior nas regiões industriais e tornam evidente o sacrifício de mães trabalhadoras até conseguir uma vaga para seus filhos.

A Prefeitura reconhece a existência de um déficit de 6 mil vagas na cidade. Mais da metade deste total, 3.096, está concentrada nas regiões Sul e Leste, onde também está a maior concentração de fábricas.

A Secretaria de Educação Municipal prevê a construção de apenas seis novas creches, o que certamente não é o bastante para acabar com problema.

“Para nós, esses dados não são novidade. Há muito tempo, denunciamos a falta de creche nessas regiões e os problemas que isso representa para as trabalhadoras”, lembra a diretora do Sindicato, Rosângela Calzavara.

Não bastasse a falta de vagas, os critérios para ter acesso à creche são outro empecilho. Mães desempregadas não têm direito ao serviço, o que faz com que muitas deixem de procurar trabalho.

Dentre as empregadas, apenas aquelas com os menores salários podem matricular seus filhos, o que impede que as mães metalúrgicas com piso salarial um pouco maior tenham acesso ao serviço.

Ao contrário do que o poder público defende, o acesso à creche é um direito de toda criança garantido por lei, independente da renda familiar e dos pais estarem, ou não, trabalhando.

Patrões têm sua responsabilidade
O setor privado também tem responsabilidades. A lei determina que empresas com mais de 30 mulheres com idade superior a 16 anos devem garantir creche interna, conveniada ou pagar o auxílio-creche.

Na Zonal Sul, por exemplo, uma das principais reivindicações das trabalhadoras metalúrgicas à Assecre (Associação dos Empresários das Chácaras Reunidas) é a construção de creches que supram a deficiência na região.

“Neste dia 8 de março, entre nossas reivindicações, vamos às ruas, exigir do governo municipal mais creches públicas, gratuitas e de qualidade em período integral, acessíveis para homens e mulheres, independente de estarem empregados, ou não”, disse Rosângela.
 

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