Cipeiros, delegados sindicais, diretores do Sindicato e ativistas em geral encheram o salão de assembleias do Sindicato no último sábado, dia 28, para a reunião periódica do Conselho de Representantes da entidade. Estiveram presentes cerca de 70 trabalhadores, de 25 empresas da categoria.
O número de conselheiros presentes e a diversidade de fábricas representadas garantiu uma boa reunião, na qual os trabalhadores puderam discutir vários assuntos em andamento na categoria. A conjuntura nacional e internacional, a campanha de PLR, as lutas da categoria e questões específicas de empresas da base foram alguns dos principais temas discutidos.
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O membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Paulo Barela iniciou a reunião falando sobre a situação mundial e nacional. O desenrolar da crise econômica, as lutas e revoluções em curso na Europa e Oriente Médio, a crise política no Brasil em torno do escândalo envolvendo o ministro Antonio Palocci e as medidas prejudiciais aos trabalhadores que vem sendo tomadas pelo governo Dilma, marcaram a fala de Barela.
Ele reafirmou a necessidade de unificação das lutas. “Diversas categorias estão realizando greves ou mobilizações neste momento. Professores, servidores públicos federais e municipais, metalúrgicos, metroviários, condutores e outros. A classe trabalhadora deve buscar unificar essas lutas e fortalecer a mobilização contra os ataques dos governos e patrões”, disse.
Campanha de PLR
Após o informe do integrante da CSP-Conlutas, os trabalhadores puderam falar da situação nas fábricas da categoria. As lutas em andamento e a campanha de PLR marcaram as falas dos ativistas.
A greve da Heatcraft, o estado de mobilização em empresas como Eaton, Schrader e MWL, além de lutas específicas em fábricas como na Everel, Avibras, Graúna e Swissbras foram discutidas.
Falando da campanha de PLR, o cipeiro da GM Célio lembrou a forte mobilização na montadora que garantiu a conquista de uma PLR 30% maior. “É só com luta que conquistamos. Mesmo assim, o Leão já comeu uma boa parte de nossa PLR com o desconto do Imposto de Renda. Aliás, na verdade sabemos que não é participação nos lucros de verdade. Se fosse, seria bem maior, pois a GM lucra demais. Por isso, nossa luta tem de ser constante contra os patrões e também contra o governo”, disse.
Conselho Editorial é eleito
Os trabalhadores também elegeram o novo Conselho Editorial do Sindicato. Este Conselho tem o objetivo de democratizar a comunicação do Sindicato ao integrar os ativistas e trabalhadores da categoria com o departamento de Comunicação.
Sua função é avaliar o Jornal do Metalúrgico e outros meios de comunicação produzidos, visando enriquecer e contribuir para que os materiais da entidade atendam às necessidades do trabalhador e seja instrumento para fortalecer a organização e as lutas da categoria.
Foram eleitos 15 metalúrgicos e metalúrgicas de 12 empresas da base. O Conselho Editorial se reunirá bimestralmente, aos sábados.
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