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Internacional 26/05/2011 | 11:26

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Espanhóis ocupam praças contra crise econômica e desemprego

Protestos vão contra situação de desemprego e cortes sociais

Desemprego e cortes sociais. Para exigir a solução desses e outros problemas causados pela crise econômica e num protesto contra o governo da Espanha, cerca de 50 mil espanhóis ocuparam a praça Puerta Del Sol, em Madri, desde o último dia 15.

Assim como os manifestantes da revolução árabe em curso no Oriente Médio, os espanhóis também mostram que não aceitam pagar a conta da crise que os ricos causaram. Se o local das manifestações não é mais a praça Tahrir, no Egito, a disposição dos manifestantes é a mesma.

O movimento conhecido como 15-M ou “Democracia Real Já!” nasceu de forma espontânea e repudia a participação dos partidos tradicionais e centrais sindicais atreladas ao governo de José Luis Zapatero. Além de Madri, já foram realizados protestos em Barcelona, Valencia, Málaga, Sevilla, Bilbao e outras 160 cidades espanholas.

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Nem mesmo as eleições municipais, que ocorreram no último dia 22, impediram os protestos. Os manifestantes mantiveram a mobilização mesmo com uma ordem da Junta Eleitoral e do Supremo Tribunal que proibia os atos. Nem mesmo os policiais dispersaram os manifestantes.

A situação econômica da Espanha é grave e a crise levou milhões de pessoas ao desemprego. Mais de 20% da população está desempregada e, entre os jovens, essa taxa chega a mais de 40%. A Espanha é considerada hoje o 9º país com maior risco de não pagar as dívidas e ir à bancarrota, com 21%.

Crise continua avançando sobre os povos
Mas a crise econômica não é exclusividade da Espanha. Nos últimos dias a União Europeia e o FMI anunciaram mais um pacote de socorro a Portugal. O FMI já desembolsou 26 bilhões de euros (mais de R$ 59 bilhões) e a União Europeia ajudará o país com mais 52 bilhões de euros (mais de R$ 119 bilhões).

A Grécia, que no ano passado aplicou à risca as ordens do FMI e da União Europeia, também continua passando por sérios problemas que levaram os analistas financeiros a afirmarem que o país é o que corre maior risco, 70% de chances, de que o governo grego não pague suas dívidas e vá à bancarrota. O FMI e a UE já analisam um novo pacote de austeridade para o país. Os trabalhadores e jovens gregos continuam com fortes mobilizações e no mês passado realizaram mais uma greve geral que paralisou o país.

A situação na Europa prova que a “política de austeridade” imposta aos países europeus com cortes de gastos sociais, retirada de direitos trabalhistas e aumento na idade de aposentadoria é somente um pretexto para colocar a conta da crise nas costas dos trabalhadores. Nada foi resolvido e a crise econômica mundial se aprofunda a cada dia.

Portanto, para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo, o caminho é o da mobilização em defesa dos empregos, salários, direitos e melhores condições de vida, a exemplo das revoluções no Oriente Médio e das lutas nos países da Europa.


 

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