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Em defesa do emprego 17/01/2013 | 13:51

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Trabalhador da GM faz passeata e prepara nova manifestação

Metalúrgicos foram em passeata até a ACI e cobraram apoio à luta em defesa dos empregos

Os metalúrgicos da General Motors deram mais um passo, nesta quinta-feira, dia 17, na luta em defesa do emprego. Na manhã de hoje, eles realizaram uma nova passeata, desta vez entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a Associação Comercial e Industrial (ACI). Em assembleia, os trabalhadores também aprovaram a realização de uma manifestação em frente à fábrica, amanhã, dia 18, na entrada do primeiro turno.

A passeata foi organizada para pressionar a ACI a se posicionar contra as 1.500 demissões que a GM planeja concretizar a partir de 26 de janeiro. Caso os cortes se sejam feitos, podem ocorrer outras 10 mil demissões, como consequência do “efeito dominó”, atingindo o comércio e outros setores da indústria da região.

“Você que trabalha no comércio, junte-se à nossa luta. Precisamos do apoio de cada morador, de cada dona de casa, de cada comerciante para pressionar a GM e impedir as demissões”, afirmou, durante a passeata, o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Os manifestantes posicionaram-se em frente à ACI, chamando o diretor da entidade, Felipe Cury, para que saísse e falasse com os trabalhadores. Após muita pressão, Cury recebeu uma comissão do Sindicato e de funcionários da GM que estão em lay-off.

O presidente do Sindicato ressaltou a importância de toda a cidade se somar à luta contra as demissões. Reafirmou, ainda, que o Sindicato tem disposição de negociar com a GM, ao contrário da montadora, que tem resistido contra qualquer proposta que poderia reverter esse quadro.

Em entrevista à imprensa, Felipe Cury chegou a dizer que é favorável às demissões, desde que a empresa se comprometa a fazer novos investimentos e a recontratar os demitidos. Macapá, entretanto, afirmou que durante todo esse período de negociação a GM não aceitou discutir as propostas de investimentos e que declarações como a de Cury são prejudiciais aos trabalhadores.

Já na reunião com o Sindicato, o diretor da ACI afirmou que é contra as demissões. Ele reconheceu que a GM só não demitiu os trabalhadores em razão da pressão social feita pelo Sindicato e que a montadora tem sido inflexível nas negociações.

Negociações continuam
A GM e o Sindicato voltam a se reunir nesta sexta-feira, dia 18, com a presença de representantes dos Ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento. As negociações chegam à reta final, mas a montadora ainda insiste em discutir apenas as condições em que as demissões ocorreriam.

Antes da reunião, o Sindicato vai realizar uma assembleia, em frente à GM (portaria do MVA), por volta das 5h30 da manhã, na entrada do primeiro turno, inclusive com a participação de trabalhadores que estão em lay-off.

Na próxima semana, o Sindicato ainda pretende conseguir um encontro com a presidente Dilma Rousseff para cobrar medidas efetivas contra as demissões.

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