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Resistência 30/10/2012 | 17:15

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Luta da tribo Guarani-Kaiowá ganha repercussão internacional

Luta de povo indígena, contra despejo no Mato Grosso do Sul, traz à tona política de dizimação de tribos no Brasil

A luta por terra travada pelos índios Guarani-Kaiowá pode acabar em uma grande tragédia no Mato Grosso do Sul. São cerca de 170 índios que vivem na pequena aldeia Pyelito Kuen, de apenas 2 hectares (o equivalente a 20 mil metros quadrados), e estão sob ameaça de perderem suas terras em benefício do proprietário de uma fazenda de 700 hectares.

Apesar de viverem há décadas na aldeia, os indígenas foram intimados pela Justiça Federal a saírem da área para que a terra seja entregue a um único fazendeiro. Encurralados entre pistoleiros e a justiça, os indígenas prometem resistir até o fim e cobram do governo o respeito a seu povo e medidas que garantam o direito à terra.

Este é um conflito que se arrasta há 60 anos, mas só chegou aos meios de comunicação na última semana, após o suicídio de um jovem de 23 anos e o estupro de uma índia de 14 anos, supostamente violentada por jagunços de fazendas da região. A solidariedade à luta dos povos indígenas ganhou força nas redes sociais e nos movimentos sociais, o que tem fortalecido a resistência. A repercussão internacional do caso já levou integrantes do governo Dilma a receberem as lideranças.

O cenário revela uma realidade presente em todo país: após terem seus territórios originais tomados por fazendeiros e latifundiários, estas comunidades estão cada vez mais ameaçadas devido à lentidão do governo em promover a demarcação das terras reivindicadas pelos indígenas.

Ladino Veroni, uma das lideranças dos Guarani-Kaiowá, esteve na reunião nacional da CSP-Conlutas, realizada em São Paulo no último fim de semana. Ele pediu solidariedade política e financeira à luta travada por sua comunidade e relatou a dura realidade de seu povo em um país que tem promovido um verdadeiro genocídio contra os indígenas.

Em seu depoimento, Veron afirmou que cresce a violência dos latifundiários contra lideranças indígenas. Nos últimos 10 anos, mais de 270 líderes foram assassinados em conflitos por terras.

Enquanto resistem, os indígenas reivindicam a demarcação de 46 territórios. Segundo Veron, por conta da demora do governo em demarcar as áreas, as comunidades indígenas estão vivendo em situação desumana.

O indígena comparou sua luta à dos trabalhadores: “vejo o enfrentamento de vocês com o governo e enfrentamos a mesma situação. Não aguentamos mais”, desabafou.

Ato em solidariedade ao povo Guarani-Kaiowá
Atos em solidariedade à luta do povo Guarani-Kaiowá estão sendo realizados nas capitais de todo país. Em São Paulo, uma manifestação foi convocada para o dia 9 de novembro, às 13h, no vão do Masp.

A manifestação está sendo convocada pelo Comitê Internacional de Solidariedade ao Povo Guarani-Kiowá e conta com o apoio da CSP-Conlutas.

Com informações de CSP-Conlutas

 

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