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Saúde 26/10/2012 | 17:39

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Na GM, diminui número de trabalhadores e aumenta de lesionados

Com pressão e ritmo acelerado de trabalho, cresce emissão de CAT's pelo Sindicato

No ano em que a GM fechou quase 400 postos de trabalho e colocou 925 metalúrgicos em layoff, as doenças ocupacionais estão crescendo de forma acelerada. De janeiro a outubro, apenas no Sindicato, já foram abertas 441 CATs, ou seja, 38% a mais do que as 320 registradas no mesmo período do ano passado.

Cada CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) aberta representa mais um trabalhador lesionado dentro da fábrica. Para se ter uma ideia, cerca de 30% dos funcionários da GM possuem algum tipo de lesão adquirida no local de trabalho.

Entre todas as lesões, as que atingem os ombros são a maioria: foram 205 casos este ano, frente a 149 até outubro do passado. A ergonomia das máquinas, o excesso de peso e os movimentos repetitivos impostos pela montadora são, em geral, os principais responsáveis pelo problema.

Deve-se considerar, ainda, a redução drástica do número de trabalhadores na linha de produção. De janeiro a setembro, a empresa já fechou 380 postos de trabalho. Este número poderá ser multiplicado por cinco, caso a GM insista em demitir 1.840 trabalhadores a partir de janeiro.

A verdade maquiada
Tradicionalmente, a GM procura esconder as situações de risco e o número de lesionados dentro da fábrica. Uma das manobras utilizadas é a restrição à emissão de CATs. A empresa tem por padrão registrar apenas os chamados acidentes típicos (cortes e fraturas). Os casos de doenças ocupacionais (como LER e problemas de audição, por exemplo) só são registrados pelo Sindicato, a pedido do próprio trabalhador.

“O crescimento acelerado das doenças é um alerta para o ritmo acelerado de trabalho e a falta de mão de obra na GM e uma prova de que a empresa não se importa com nossa saúde. A CAT aberta pelo Sindicato é a única forma do trabalhador garantir seus direitos, junto ao INSS e à própria empresa, já que a GM se recusa a emitir CATs relativas a doenças do trabalho”, afirma o diretor do Sindicato Geovane José de Freitas.

Caso a empresa se recuse a emitir a CAT, o trabalhador deve procurar a Secretaria de Saúde e Organização de Base do Sindicato e agendar um horário para emissão do documento.

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