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Edição 67 | Dezembro de 2012

Europa e Oriente Médio

Trabalhadores saem às ruas para barrar ataques e derrubar governos

Primavera árabe virou guerra civil na Síria; na Europa, trabalhadores se unem contra ataques

Dia 14 de novembro de 2012. Trabalhadores de Espanha, Portugal, Grécia e Itália fazem uma Greve Geral contra as medidas de austeridade impostas pela troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu). Em outros 23 países da Europa, milhões de trabalhadores também protestam contra esses ataques.

Foi a primeira vez que uma Greve Geral e protestos aconteceram de maneira conjunta em todo o continente. No entanto, a luta na Europa contra a retirada de direitos e o desmonte do estado de bem-estar social tem sido constante.

Desde o início dessa crise, a maior e mais grave desde a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929, os governos injetaram trilhões de dólares para salvar grandes bancos e empresas. Agora querem colocar essa conta nas costas dos trabalhadores, através de medidas de austeridade, como aumento de impostos e cortes em programas sociais. Essas medidas são extremamente impopulares e já levaram à queda de nove líderes europeus, nos últimos três anos.

A situação é de total falta de perspectivas nesses países. O desemprego da zona do euro chegou a 11,6% em setembro, o maior índice já registrado nos últimos 17 anos. Na Espanha, atinge 25,8% da população. Entre os jovens, o índice é de 54,2%.

Na Grécia, 25,4% da população e 58% dos jovens estão desempregados.

Trabalhadores resistem
Em meio a esse cenário, os trabalhadores europeus são um exemplo de luta e resistência. Não aceitam abrir mão dos direitos conquistados, e lutam para recuperar os que foram arrancados.

Os protestos viraram rotina e os trabalhadores se organizam e unificam suas lutas. Na Grécia, já foram realizadas cinco greves gerais somente este ano. Desde o início da crise, foram vinte.

As manifestações levaram à queda de dois premiês (George Papandreou e Lucas Papademos) e foi preciso realizar duas eleições este ano para conseguir formar um governo.

Na Espanha, o Movimento dos Indignados causou um profundo desgaste no governo do ex-primeiro ministro José Luis Zapatero, que não conseguiu eleger seu sucessor. O eleito, Mariano Rajoy, manteve a política de Zapatero e já enfrentou duas greves gerais este ano.

A “marcha negra” realizada pelos mineiros espanhois, em julho, foi mais uma mostra da disposição de luta dos operários. Cerca de 70 mil pessoas participaram do protesto.

Em Portugal, as manifestações levaram à demissão do primeiro-ministro José Sócrates. Pedro Passos Coelho assumiu o governo e também enfrenta protestos.
Em setembro, centenas de milhares de trabalhadores protestaram. A última greve geral, foi considerada uma das maiores já realizadas no país.

Na Europa, os trabalhadores assumiram o papel de protagonistas da história, e lutam para reescrevê-la à sua maneira. A esperança é de que o exemplo seja seguido no mundo todo, para construir uma nova sociedade.




Oriente Médio


A onda de protestos que o mundo vive hoje, teve início no Oriente Médio, com a chamada Primavera Árabe.

A força das mobilizações derrubou as ditaduras de Ben Ali, na Tunísia, Hosni Mubarak, no Egito, Muamar Kadafi, na Líbia e Ali Abdullah Saleh, no Iêmen. O povo festejou nas ruas o fim da ditadura e o surgimento da democracia.

O clima de revolução continua se espalhando pela região. Governantes de países como Jordânia, Bahrein e Iraque, tiveram de fazer pequenas concessões para controlar os protestos e a situação política.

Na Síria, há cerca de um ano, uma revolta popular exigia o direito à liberdade de expressão e organização e a imediata queda do ditador Bashar al-Assad, que governa o país há 12 anos. Hafez al-Assad, seu pai, dirigiu o país entre 1971 e 2000.

A recusa de Assad em deixar o poder levou a um crescimento dos protestos e sua evolução para a guerra civil.

Segundo a ONU (Organização das Nações Undias), milhares de pessoas foram torturadas cruelmente pelo Exército Sírio, incluindo mulheres e crianças.

O conflito já deixou mais de 40 mil mortos, dos quais 28 mil civis. Mais de 500 mil sírios se refugiaram em outros países.

A ativista síria Sara Al-Suri esteve no Sindicato, em novembro deste ano, e falou sobre a situação em seu país. “Vocês viram o grau de violência usado pelo regime. Os mais importantes companheiros de luta estão sendo presos. Nossas principais reivindicações são liberdade de organização, mas no subconsciente existe a semente de uma revolução socialista”, disse.

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá. Rua Maurício Diamante, 65 - CEP: 12209-570 - Tel.: (12) 3946.5333 - Fax: (12) 3922.4775, São José dos Campos (SP). Site: www.sindmetalsjc.org.br. E-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - Presidente do Sindicato: Antônio Ferreira de Barros (Macapá) - Diretoria Executiva: Herbert Claros da Silva, Adilson dos Santos, Edson Alves da Cruz, Luiz Carlos Prates (Mancha), José Dantas Sobrinho, Rosângela Calzavara, José Donizetti de Almeida, Lauro Claudino Nunes, Valmir Diniz Ferreira - Diretoria Efetiva: Ademir Tavares de Paixão, Adilson Carlos do Prado, André Parra de Oliveira, Camilo Lélis Lopes, Célio Dias da Silva, Eduardo de O. Silva Carneiro, Edmir Marcolino da Silva, Eliane dos Santos, Elias Osses, Edilson dos Santos, Geraldo de Jesus Santos, Geovane José de Freitas, Ivan Cardoso de Souza, Jesu Donizeti de Souza, José Carlos Fagundes, Nei dos Reis, Nilson Ferreira Leite, Paulo Roberto Serafim, Renato Junio de Almeida, Rinaldo Fernando Silveira, Roberto Rosa de Oliveira, Rogério Williams de Oliveira, Sebastião Francisco Ribeiro, Valmir Mariano da Silva, Vinícius Faria, Wagner Moraes de Oliveira - Conselho Fiscal: José Francisco Sales, João Batista Arruda, Marcelo Eduardo da Costa, André Luiz Gonçalves, Emerson de Lima, José Donizetti de Almeida - Responsabilidade da publicação: Diretoria do Sindicato - Edição: Ana Cristina da Silva. Redação: Douglas Dias, Shirley Rodrigues e Manuela Moraes - Editoração Eletrônica e Ilustração: Bruno César Galvão Impressão: Jornal Diário da Região - CNPJ 07.351.093/0001-48

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