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Jornal do Metalúrgico

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Edição 997 | De 17 a 23 de Julho de 2012

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 Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Edição: Ana Cristina Silva - Redação: Douglas Dias, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração Eletrônica: Bruno César Galvão Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

Senador cai, mas corrupção fica

Outro aliado de Cachoeira assume lugar de Demóstenes no Senado

 O suplente do senador cassado Demóstenes Torres (ex DEM), Wilder Morais, que tomou posse na última sexta-feira, dia 13, tem fortes ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Telefonemas grampeados pela Polícia Federal revelam que Cachoeira teria trabalhado para colocar Wilder na suplência de Demóstenes e na Secretaria de Infraestrutura do governo de Goiás, cargo que ocupava até então.
Na semana passada, Demóstenes teve o mandato cassado justamente por mentir sobre seu envolvimento com Cachoeira. Quem assume é outro senador que também deve favores ao bicheiro.
A partir de agora, Morais tem direito a foro privilegiado, ou seja, só responderá a investigações criminais com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ainda receberá um salário de R$ 26,7 mil, além de uma série de outros benefícios.
Wilder é mais um político milionário, dono do grupo Orca, empresa que atua no ramo da construção civil e foi a segunda principal doadora da campanha de Demóstenes, com mais de R$ 700 mil.

Sai Demóstenes, fica a corrupção
Apenas com este breve histórico do novo senador, não é difícil imaginar que o Senado não deve mudar em nada sua reputação após a queda de Demóstenes. A instituição continuará sendo um grande balcão de negócios, repleto de negociatas em seus bastidores.
Além disso, a cassação vai servir para esfriar os ânimos na CPI do Cachoeira, já que o Senado entra em recesso em agosto, e depois vem o período eleitoral.
Como na maioria das CPI’s, esta não deve dar em nada. Todos os crimes contra o patrimônio público cometidos por Demóstenes, Cachoeira e sua gangue não devem receber qualquer tipo punição criminal.
Com a cassação, Demóstenes fica inelegível até 2027, mas continua se beneficiando de dinheiro público. Ele volta a assumir seu cargo de procurador da justiça em Goiás, onde receberá o salário de R$24 mil, e terá direito a três licenças-prêmio no valor de R$ 200 mil.

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