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Jornal do Metalúrgico

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Edição 995 | De 03 a 09 de Julho de 2012

Expediente

Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Edição: Ana Cristina Silva - Redação: Douglas Dias, Rodrigo Correia e Shirley Rodrigues. Editoração Eletrônica: Bruno César Galvão Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

Mobilização e negociação

Metalúrgicos aprovam plano de lutas em defesa dos empregos na GM

Os metalúrgicos da GM aprovaram, nesta segunda-feira, dia 2, a realização de um plano de lutas contra o projeto de fechamento do setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) e a demissão de até 1.500 trabalhadores.

Aprovado em assembleia, o plano inclui paralisações na fábrica, manifestações de rua, caravana a Brasília, protestos em frente a concessionárias Chevrolet e um ato nacional com diferentes sindicatos e centrais sindicais.

Política mundial
Em reunião com o Sindicato, na semana passada, a GM deu a entender que vai desativar o MVA, onde são fabricados os modelos Corsa, Classic, Meriva e Zafira.

O ataque da GM é mundial. A exemplo do que fez nos Estados Unidos e está em curso na Europa, a companhia quer “enxugar” a mão de obra ao máximo para garantir seus lucros.

Por conta disso, o Sindicato também vai buscar apoio internacional e propor ações conjuntas contra as demissões.

Aos dirigentes sindicais, a direção da GM afirmou que não há “vetos” a novos investimentos na cidade. No entanto, não há sinalização por parte da empresa de que essas discussões ocorram no curto prazo.

“Vamos intensificar as mobilizações e resistir contra esse grave ataque da GM. Vamos buscar apoio de toda a sociedade, parlamentares e governos. Fazemos um chamado à população e às organizações democráticas para que se somem a essa luta em defesa do emprego”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio de Barros, o Macapá.


Governos podem ajudar a evitar uma tragédia

Os governos podem cumprir um importante papel na defesa da manutenção dos postos de trabalho.

O governo federal, por exemplo, já abriu mão de R$ 26 bilhões em impostos para a indústria automotiva, incluindo a GM. No mínimo, deveria garantir que as empresas dessem estabilidade de emprego aos trabalhadores.

Os governos estadual e municipal também poderiam se somar à luta em defesa dos empregos na GM. Inclusive, se pronunciando contra as demissões.

Além da responsabilidade das autoridades em garantir emprego, não pode haver cumplicidade com um ataque dessa dimensão, realizado por um setor beneficiado por bilhões de reais em isenções com dinheiro público.

Além disso, as montadoras que estão fazendo cortes enviaram US$ 14,6 bilhões ao exterior, na forma de lucros e dividendos para as matrizes, nos últimos três anos e meio.

Novas reuniões
O Sindicato aguarda uma nova reunião com a Prefeitura, que anteriormente havia sido agendada para esta terça-feira.

Já foi protocolado pedido de audiência pública no Senado e estão sendo agendadas reuniões com o Ministério do Trabalho, Secretaria Geral da República e governo do Estado.


Volks Taubaté abre PDV

A direção da Volkswagem anunciou, na última semana, a abertura de um PDV (Programa de Demissão Voluntária) na planta de Taubaté. A empresa não informou a meta de adesão.

A abertura do PDV na Volks comprova que a investida contra os empregos ocorre de forma generalizada entre as montadoras de automóveis.

O anúncio comprova ainda que a aceitação de acordos com redução de direitos e banco de horas (caso do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté/CUT) não significa estar imune às demissões.


Propostas do Sindicato são totalmente viáveis

O Sindicato já divulgou uma série de propostas para manter e ampliar o número de empregos em São José e continua aberto ao diálogo para um novo ciclo de investimentos da GM.

São propostas que não representam grandes despesas para a montadora. A transferência da produção do Classic, por exemplo, é plenamente viável e poderia, a um baixo custo, ser implementada imediatamente.

Propostas do Sindicato:
- Não ao fechamento do MVA
- Manutenção dos postos de trabalho;
- Produção de 100% do Classic na planta de São José;
- Nacionalização da produção;
- Volta da fábrica de caminhões
- Reabertura do 2º turno do MVA;
- Reintegração dos demitidos.
 

 

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