
Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Edição: Rodrigo Correia - Redação: Douglas Dias, Eliane Mendonça e Shirley Rodrigues. Editoração Eletrônica: Daniel Perseguim. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137
Dinheiro no bolso do patrão
Na última semana, o governo Dilma anunciou a intenção de expandir a desoneração fiscal (redução de impostos) para outros sete setores da economia (atualmente são quatro). Empresas de autopeças e do setor aeronáutico, inclusive a Embraer, seriam algumas das beneficiadas.
O integrante da Executiva Nacional da CSP-Conlutas e diretor do Sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha, falou ao Jornal do Metalúrgico sobre as consequências da desoneração. Confira:
Jornal do Metalúrgico - O que representa essa desoneração?
Mancha - Mais uma vez, o governo atua para beneficiar os empresários, prejudicando a população. Essas empresas deixarão de recolher 20% sobre a folha de pagamento para o INSS. O governo afirma que a Previdência é deficitária, o que sabemos que é mentira, mas agora abre mão de bilhões para beneficiar os patrões. Depois o governo diz que precisa manter o fator previdenciário e que não há recursos para dar reajuste aos aposentados. Absurdo!
JM - As reclamações de que o custo e os impostos para as empresas no país são muito altos têm procedência?
Mancha - Não tem. Os trabalhadores, proporcionalmente, pagam mais impostos que as empresas no Brasil. As reclamações são para realizar ainda mais ataques, reduzindo direitos sociais. Além disso, as empresas do país cobram os preços mais caros do mundo. As montadoras, por exemplo, vendem o mesmo carro no exterior por um valor até 58% menor do que o praticado aqui.
JM - A desoneração vai criar mais empregos, como diz o governo?
Mancha - O governo não divulga se o emprego cresceu, nem qual foi a queda nos recursos da Previdência. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que as empresas têm de garantir contrapartidas, mas, se o governo quisesse manter empregos, poderia votar a lei 158, do tratado da OIT (Organização Internacional do Trabalho), contra as demissões imotivadas. Além disso, Dilma deveria garantir empregos por meio da redução da jornada de trabalho e de um plano de obras para a construção de creches, escolas e hospitais.


