Por oito anos, os governos do PSDB, seja com Emanuel Fernandes ou Cury, trataram o Pinheirinho com descaso e nunca se preocuparam em resolver a situação. Agora, depois das famílias terem construído suas casas, suas vidas no local, apostam na radicalização.
O Pinheirinho é resultado da falta de uma política habitacional da Prefeitura. Esse mesmo descaso penaliza outras 26 mil pessoas que estão na fila por uma moradia. A expulsão das famílias do Pinheirinho agravaria essa situação.
A posição intransigente de Cury e da juíza Márcia Loureiro só serve aos interesses do megaespeculador Naji Nahas, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, e grupos econômicos que querem fazer especulação imobiliária no Pinheirinho.
Não podemos nos esquecer que a terra hoje ocupada pelos moradores do Pinheirinho ficou abandonada por 30 anos, sem cumprir qualquer função social. Hoje serve de moradia para famílias sem-teto.
Para o presidente do Sindicato Vivaldo Moreira, a luta continua e é fundamental o apoio da categoria metalúrgica.
“Uma vitória dos moradores do Pinheirinho é uma vitória de toda a classe trabalhadora e fortalece a luta dos oprimidos e explorados”, avalia Vivaldo.
“É preciso mantermos a resistência e a mobilização para derrubar de vez a reintegração e avançar no acordo para a regularização da área”, concluiu.


