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Jornal do Metalúrgico

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Edição 955 | De 12 a 18 de Julho de 2011

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Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Edição: Ana Cristina Silva - Redação: Douglas Dias, Eliane Mendonça e Shirley Rodrigues. Editoração Eletrônica: Bruno César Galvão Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

Superfaturamento e propina

Mais um ministro do governo Dilma cai por denúncias de corrupção

É o segundo ministro em menos de um mês que pede demissão acuado por denúncias de corrupção

Após seis meses de governo Dilma e menos de um mês após a queda do ex-ministro Antônio Palocci (PT) por denúncias de enriquecimento ilícito, o segundo ministro do governo caiu. Dessa vez, é o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), quem está afundado em acusações de corrupção, que o levaram a se demitir no último dia 6.

As denúncias afirmam que o Ministério e integrantes do PR (Partido da República) montaram um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina, que chegava a 5% dos contratos firmados com empreiteiras.

Somente o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) controla um orçamento de cerca de R$ 40 bilhões. Ao menos 11 obras foram superfaturadas.

Além disso, o patrimônio do filho do ministro, Gustavo Pereira, aumentou 86.500% em menos de três anos. Gustavo tem uma empresa que faz negócios com o governo.

Mesmo após a queda de Nascimento, a presidente Dilma anunciou que manterá no cargo outro ministro indicado pelo PR de Valdemar Costa Neto, um dos líderes do mensalão.

Ou seja, nada vai mudar. O PR poderá continuar com o superfaturamento das obras, apenas mudando o nome de quem estará à frente do Ministério.

PT também está envolvido
Mas Alfredo Nascimento e o PR não estão sozinhos. O diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, afirma que o PT mandava tanto quanto o PR no Dnit. Segundo Pagot, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Hideraldo Caron (PT), era responsável por 90% das obras.

Com o pedido de demissão, Nascimento deixa o Ministério, mas volta para sua cadeira no Senado.

A demissão não significa que as investigações têm de parar. Ao contrário, todas as denúncias têm de ser apuradas e os envolvidos, punidos.

Se for confirmado o favorecimento do PR, é necessário tomar medidas punitivas contra a sigla e exigir a devolução aos cofres públicos de tudo que tenha sido desviado.


Senado libera obras da Copa

Em meio às denúncias, o Senado aprovou, também no último dia 6, o projeto que prevê a dispensa de licitações nas obras para a Copa e cria o RDC (Regime Diferenciado de Contratações), que mantém sigilo dos procedimentos. A medida segue agora para a sanção ou veto de Dilma.

Se com as regras atuais as denúncias de corrupção e superfaturamento de obras são grandes, com esse projeto ocorrerá uma verdadeira farra das propinas e desvios de verbas.

O governo Dilma está abrindo a temporada de negociatas da Copa com o dinheiro público. Um absurdo!

Tudo isso revela de forma contundente mais uma das mazelas do capitalismo: a promiscuidade nas relações do governo em benefício de seus integrantes e de empresas, enquanto faltam verbas para a saúde, educação, moradia e demais áreas sociais.

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