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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1187 | De 15 a 21 de Fevereiro de 2017

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá - Rua Maurício Diamante, 65, São José dos Campos - CEP 12.209-570. Telefone (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br. Responsabilidade: Diretoria do Sindicato. Edição: Rodrigo Correia. Redação: Lucas Martins, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração eletrônica: Bruno César Galvão. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: Unisind. Tel.: (11) 99907-9771

Especial Reforma da Previdência

Com idade mínima de 65 anos, Temer quer que você trabalhe até morrer

O governo de Michel Temer (PMDB) pretende, na prática, acabar com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros ao impor a idade mínima de 65 anos para que homens e mulheres tenham acesso ao benefício.

Ao exigir 65 anos de idade e pelo menos 25 anos de contribuição, o governo vira as costas para a realidade do mercado de trabalho nacional, que rejeita profissionais nesta idade.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o Brasil possui cerca de 500 mil idosos desempregados. São pessoas com mais de 60 anos e que dificilmente conseguirão um novo emprego em razão da idade.

Trabalho desgastante

A proposta também desconsidera as duras condições de trabalho a que a maioria dos brasileiros estão submetidos.

Seja nas fábricas, canteiros de obras ou no serviço rural, predominam as longas jornadas, exposição ao calor e ao sol, movimentos repetitivos e esforços físicos que provocam sérios danos à saúde do trabalhador.

Para Vilson Antonio Romero, presidente da Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), o governo é perverso ao dizer que o brasileiro se aposenta cedo em comparação com países desenvolvidos.

“Não podemos estabelecer a idade mínima tendo como parâmetro países de primeiro mundo. A esperança de vida no Pará, assim como em outras partes do Brasil, é de 65 anos. Já os trabalhadores do campo, por exemplo, aos 50 anos, têm aspectos de uma pessoa de 60, 70, sem condições de trabalhar. O governo vai condenar metade da população a uma velhice sem aposentadoria”, analisou Romero.


Expectativa de vida em países com aposentadoria aos 65 anos
Japão - 84 anos
França - 82 anos
Alemanha - 81 anos
Brasil - 75 anos

Fonte: OMS (2015)


Metalúrgicos serão gravemente afetados

A proposta de idade mínima é desastrosa para os metalúrgicos.

Após anos de exploração nas linhas de produção, um número significativo de trabalhadores adquire doenças ocupacionais, como LER/DORT, tendinites e lesões na coluna. Muitos têm de ser submetidos a tratamento médico e intervenção cirúrgica para amenizar as lesões ocupacionais.

Nestas condições, o trabalho após os 60 anos é tarefa quase impossível.

Segundo um estudo do Dieese, 86% dos metalúrgicos da região terão de adiar a aposentadoria se a reforma for aprovada.


Precisamos de uma greve geral para barrar a reforma

A gravidade da proposta da reforma da Previdência de Temer exige uma resposta à altura da classe trabalhadora.

“Com mobilizações isoladas, teremos pouca força para barrar esse ataque. Precisamos de uma Greve Geral, construída em conjunto com todas as centrais, que pare o país contra essa proposta criminosa”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.
 

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