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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1182 | De 11 a 17 de Janeiro de 2017

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá - Rua Maurício Diamante, 65, São José dos Campos - CEP 12.209-570. Telefone (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br. Responsabilidade: Diretoria do Sindicato. Edição: Rodrigo Correia. Redação: Lucas Martins, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração eletrônica: Bruno César Galvão. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: Unisind. Tel.: (11) 99907-9771

Não às reformas!

Ano começa e precisamos ir à luta contra ataques de patrões e governo

Este ano os trabalhadores terão de mostrar toda sua força para defender direitos que estão ameaçados.

O governo Temer (PMDB) vem com tudo para tentar aprovar, no Congresso Nacional, as reformas trabalhista e da Previdência.

Além disso, os trabalhadores terão de se organizar para combater o desemprego, os cortes nos serviços públicos e as chantagens usadas pelos patrões para impor todo tipo de ataque.

Não vai ter outro jeito: só com muita luta e Greve Geral para defender nossos direitos.

O caos da reforma trabalhista

No apagar das luzes de 2016, o presidente Temer anunciou o projeto da reforma trabalhista que será enviado este ano ao Congresso Nacional.

A reforma tem o objetivo de enfraquecer a legislação trabalhista, a CLT, e rebaixar direitos.

Acordos assinados entre patrões e sindicatos passarão a valer mais do que a lei. Imagine só o estrago que isso representará numa mesa de negociação com sindicatos pelegos!

Será possível, por exemplo, parcelar as férias em até três vezes. Os contratos temporários poderão passar dos atuais 90 dias para até 240. É a precarização do trabalho apoiada pelo governo federal!

“Esses ataques são de extrema gravidade. Por isso, em 2017 teremos de intensificar as mobilizações, organizar a Greve Geral e ir pra cima do governo, do Congresso Nacional e dos patrões”, afirma o secretário-geral do Sindicato Renato Almeida.


Reforma da Previdência quer acabar com o direito à aposentadoria

A Reforma da Previdência, se aprovada pelo Congresso Nacional, será um dos maiores crimes já cometidos contra a classe trabalhadora.

O projeto do governo coloca em xeque o próprio direito à aposentadoria. Isto não é discurso. É fato.

Entre os ataques está o aumento do tempo de contribuição. Para receber o benefício integral, o segurado terá de contribuir por 49 anos.

Isto sem falar na idade mínima de 65 anos para homens e mulheres. Temer está fechando os olhos para a dura realidade vivida pelas trabalhadoras, que na maioria das vezes cumprem tripla jornada (trabalho fora, cuidados com a casa e os filhos) e recebem salários inferiores aos dos homens.

A mentira do rombo
Para tentar justificar a reforma, o governo afirma que a Previdência é deficitária. Mas a verdade é outra. A Previdência faz parte da Seguridade Social, que em 2015 teve um superávit de R$ 11,4 bilhões. É hora, portanto, de calar a boca de Temer e lutar contra essa reforma absurda!


Por dentro da reforma de Temer

IDADE MÍNIMA
65 anos para homens e mulheres, inclusive trabalhadores rurais.

CONTRIBUIÇÃO DE 49 ANOS
Esse é o tempo para que o segurado tenha direito ao benefício integral. O tempo mínimo de contribuição será de 25 anos, mas com redução de até 24% no benefício.

PENSÕES POR MORTE SERÃO DESVINCULADAS DO SALÁRIO MÍNIMO

Os benefícios passam a ser corrigidos pela inflação, mas não todo ano. A decisão ficará por conta do Congresso Nacional.

FIM DA PENSÃO INTEGRAL
Não haverá pensão integral para quem perder o cônjuge e não tiver filhos com menos de 18 anos. Uma viúva sem filhos receberá 60% do valor da aposentadoria do marido falecido. O restante será adicionado entre os dependentes (menores de idade), na proporção de 10% para cada um até o limite de 100%.

QUEM SERÁ ATINGIDO
As novas regras valerão para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45. Para trabalhadores com idade superior, será aplicada uma regra de transição, que ampliará em 50% o tempo para se aposentar pelas regras atuais.
 

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