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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1173 | De 27 de Setembro a 04 de Outubro de 2016

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá - Rua Maurício Diamante, 65, São José dos Campos - CEP 12.209-570. Telefone (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br. Responsabilidade: Diretoria do Sindicato. Edição: Shirley Rodrigues. Redação: Douglas Dias, Lucas Martins, Manuela Moraes e Tânia Campelo. Editoração eletrônica: Bruno César Galvão. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: Unisind. Tel.: (11) 99907-9771

Dia de Paralisação Nacional

Nesta quinta, vamos parar as máquinas contra a retirada de direitos

Nesta quinta-feira (29), metalúrgicos de todo país vão mostrar ao presidente Michel Temer (PMDB) que não aceitaremos as reformas trabalhista e da Previdência.

Afinal de contas, essas mudanças vão arrancar direitos conquistados a duras penas pela classe trabalhadora! E tudo isso só pra agradar banqueiros e empresários.

O Dia Nacional de Paralisação será uma preparação para a greve geral. Temos de ir pra cima e mostrar que os metalúrgicos não vão jogar a toalha.

Se forem aprovados no Congresso Nacional, os pacotes de reformas e de cortes de gastos preparados pelo governo vão representar a perda de direitos históricos e a piora de serviços básicos para a população.

Ato na Praça Afonso Pena

Em nossa região, a luta será nas fábricas e com um ato na Praça Afonso Pena, em São José dos Campos, às 10h.

Todos os metalúrgicos estão convocados.


Você quer trabalhar mais e ganhar menos?

Se a resposta para a pergunta acima é “não”, então é bom participar do Dia Nacional de Paralisação.

Com a reforma trabalhista, o governo Temer vai jogar a CLT no lixo.

Hoje, a legislação é um “escudo” contra a retirada de direitos. Mas com a reforma, o governo quer deixar o caminho aberto para que sindicatos e empresas negociem livremente os direitos do trabalhador, sem os limites da CLT.

Isto significa que esses direitos podem ser eliminados. O patrão poderá, por exemplo, exigir o aumento da jornada de trabalho ou a redução da pausa para as refeições.

Além da reforma trabalhista, o governo também quer liberar a terceirização em todos os setores, inclusive na produção. Para quê? Para que os patrões possam contratar mão de obra mais barata e com menos direitos.


O que pode mudar no seu trabalho
Terceirização: liberação da terceirização das atividades-fim das empresas. Trabalhadores diretos poderão ser demitidos e contratados como terceirizados, com salário inferior.
Jornada de trabalho: pode chegar a 12 horas diárias.
Férias e 13º: permitirá o parcelamento em várias vezes.
FGTS: pode acabar com a multa de 40% sob o saldo no momento da demissão.


Aposentadoria? Só após os 65 anos!

Se você tem menos de 50 anos, pode ir se preparando. A reforma da Previdência pode esticar em pelo menos dez anos seu tempo de trabalho e de contribuição até a aposentadoria.

O governoTemer quer impor a idade mínima de 65 anos para que homens e mulheres tenham o direito de se aposentar.

Há casos em que o trabalhador terá de se esfolar na linha de produção por 15 anos a mais do que pelas regras atuais. É mole?

Agora, imagine como será você trabalhando no pé da máquina com o peso de 60 anos nas costas!

Para as mulheres será ainda pior. O governo desconsidera a dupla jornada ao igualar a idade mínima.

Trabalhadores com mais de 50 anos pagarão um “pedágio” proporcional ao tempo que falta para a aposentadoria.


Governo quer tirar do povo para dar aos bancos


No que depender de Michel Temer, o caos na saúde, educação e outros serviços públicos vai piorar ainda mais.

O governo quer aprovar a PEC 241 (Proposta de Emenda à Constituição), que congela pelos próximos 20 anos os investimentos nesses serviços.

Se a mudança for aprovada, o gasto do governo com a saúde pública, por exemplo, será reajustado apenas pela inflação do ano anterior. Ou seja, pelos próximos 20 anos não haverá dinheiro adicional para construir novos hospitais, escolas e moradias. Teremos de nos contentar com o que existe hoje. Traduzindo: o que já está muito ruim vai ficar ainda pior.

O dinheiro “economizado” vai direto para o pagamento da dívida pública com os bancos.


É preciso unificar a luta contra os ataques

Será preciso toda unidade entre os trabalhadores, sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais para barrar os ataques do governo Temer.

O Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos da CSP-Conlutas, CUT, CTB e Força Sindical é apenas o primeiro passo.

“Temos pela frente um grande desafio. Será preciso a classe trabalhadora se unir em uma grande greve geral contra a retirada de direitos e pelo fim do governo Temer, com a convocação de eleições gerais com novas regras”, afirma Luiz Carlos Prates, o Mancha, dirigente licenciado da CSP-Conlutas.
 

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