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Jornal do Metalúrgico

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Edição 951 | De 08 a 13 de Junho de 2011

Expediente

Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Edição: Ana Cristina Silva - Redação: Douglas Dias, Eliane Mendonça e Shirley Rodrigues. Editoração Eletrônica: Bruno César Galvão Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

Reunião

Embraer resiste em reduzir jornada de trabalho, mas diz que discutirá o tema em sua diretoria

Trabalhadores precisam intensificar a campanha e a mobilização pela redução da jornada, sem redução salarial e sem banco de horas

Apesar de continuar resistente à ideia da redução da jornada de trabalho, a Embraer deve colocar o assunto em discussão na próxima reunião de diretoria, que ainda não tem data mas deve acontecer até o final deste mês.

Foi o que disse aos diretores do Sindicato o vice-presidente executivo de Operações da Embraer, Artur Coutinho, durante reunião que aconteceu na última segunda-feira, dia 6.

Segundo Coutinho, no momento a Embraer não pode reduzir a jornada, por questões de custo e competitividade, mas reconheceu que esta é uma reivindicação dos trabalhadores.

Ele afirmou ainda que caso o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que prevê a jornada de 40 horas no país, a Embraer teria de se readequar à nova realidade.

O Sindicato não concorda com as alegações de ameaça à competitividade (leia texto nesta página).

Histórico
Há mais de dois anos, o Sindicato vem pedindo abertura de negociação com a Embraer para discussão da redução da jornada.

Já discutimos o assunto com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Em 2009, a empresa demitiu 4.270 trabalhadores, na maior demissão em massa provocada pela crise econômica no país.

Desde então, o Sindicato vem reivindicando a redução da jornada como forma de garantir a manutenção de empregos e a contratação de novos trabalhadores.

Segundo um estudo do Ilaese (Instituto Latinoamericano de Estudos Sócio-Econômicos), se a Embraer reduzisse hoje a jornada para 40 horas semanais, seriam abertos pelo menos 1.652 novos postos de trabalho. Esse número de novas vagas seria o mínimo necessário para manter a produção atual.

“O fato de a Embraer ter aberto diálogo com o Sindicato foi um grande avanço, mas não podemos simplesmente esperar por uma resposta da empresa. Vamos intensificar ainda mais a campanha pela redução da jornada, como uma medida urgente e necessária”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.


Caminho é intensificar a mobilização

A mobilização e a insatisfação demonstrada pelos trabalhadores no último período começa a dar resultados.

A reunião realizada esta semana com a Embraer representa um avanço importante. Afinal, foi a primeira vez que a empresa aceitou discutir o assunto com o Sindicato e ficou de levar uma das principais reivindicações dos trabalhadores à discussão da sua diretoria e acionistas.

Um sinal claro de que, a partir de agora, para que possamos alcançar resultados concretos, será preciso intensificar a nossa campanha pela redução da jornada para 40 horas, já aprovada em assembleias. “Chamamos a todos os trabalhadores a apoiar essa luta. Só assim teremos chances de vitória”, disse Herbert.

Pioneira
No início da década de 80, a Embraer foi pioneira na redução da jornada de 48 para 44 horas semanais. E fez isso antes mesmo de a Constituição de 1988 fixar em 44 horas a jornada para todos os trabalhadores brasileiros.

Na época, a conquista também foi fruto de muita mobilização.


Medida é viável e não alteraria competitividade da empresa

Uma das principais alegações da Embraer de que a redução da jornada poderia afetar a competitividade da empresa no mercado internacional não condiz com a realidade. Afinal, a Embraer é a empresa aeronáutica com a maior jornada de trabalho em todo o mundo (veja abaixo a jornada em suas concorrentes). A redução da jornada, sem redução salarial e sem banco de horas é possível e fundamental para garantir os postos de trabalho, gerar contratações e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

Airbus - 35 horas/semana
Boeing-MacDonnel - 40 horas/semana
Bombardier - 40 horas/semana

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