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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1159 | De 08 a 14 de Junho de 2016

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá - Rua Maurício Diamante, 65, São José dos Campos - CEP 12.209-570. Telefone (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br. Responsabilidade: Diretoria do Sindicato. Edição: Rodrigo Correia. Redação: Lucas Martins, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração eletrônica: Bruno César Galvão. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: Jornal Diário da Região Ltda. CNPJ: 07.351.093/0001-48 - Fone: (12) 3966-1212.

Mulheres

Manifestações pedem fim da cultura do estupro e do machismo

“Mexeu com uma, mexeu com todas”. Este foi o recado dado por jovens, mulheres e homens trabalhadores em dois protestos contra a cultura do estupro, realizados no sábado (5), em São José.

Pela manhã, o ato aconteceu na Praça do Sapo. À tarde, a manifestação percorreu as ruas do centro, partindo da Praça Afonso Pena até o Sesc, na Avenida Adhemar de Barros.

A exemplo dos protestos que vêm ocorrendo em todo país, os atos foram a resposta das mulheres ao estupro coletivo de uma jovem no Rio de Janeiro e ao sequestro e estupro de uma advogada em São José, ocorrido na última semana.

Crítica ao governo
Os estupradores não foram os únicos denunciados. A falta de investimentos e políticas públicas também foi mencionada pelas manifestantes como responsável pela violência machista.

Em referência ao presidente interino, vários cartazes diziam “Temer, inimigo das mulheres”.

“Dilma investiu apenas R$ 0,26 por mulher no combate ao machismo. Temer quer diminuir ainda mais este valor. Já rebaixou o Ministério da Mulher ao caráter de Secretaria e ainda colocou à sua frente a ex-deputada Fátima Pelaes, que defende o fim do direito de aborto em caso de estupro. Precisamos lutar contra a perda deste direito fundamental da mulher”, afirmou Janaína dos Reis, ativista do MML (Movimento Mulheres em Luta).


Estupro nunca é culpa da vítima

Ao contrário do que se pensa, o estupro não é cometido apenas por “monstros”. Na maioria dos casos, o estuprador é um parente, parceiro ou conhecido, que, por conta do machismo, não acha que está cometendo um ato violento.

Outra ideia errada é a de que “cada uma tem aquilo que merece”, o que acaba colocando na vítima a culpa pelo estupro.

Esses fatores, somados ao medo, fazem com que a maioria das vítimas se cale.

No entanto, os recentes casos de estupro ocorridos em São José e no Rio de Janeiro só vieram à tona e poderão ser punidos porque as vítimas tiveram a coragem de denunciar.

“Precisamos acabar com a ideia de que a vítima é culpada pelo estupro e exigir do governo melhores condições de atendimento à mulher agredida”, afirmou a diretora do Sindicato Luciene da Silva.
 

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