Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Voltar para Página Inicial

Jornal do Metalúrgico

  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

Versão em PDF

Edição 1155 | De 21 a 30 de Abril de 2016

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá - Rua Maurício Diamante, 65, São José dos Campos - CEP 12.209-570. Telefone (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br. Responsabilidade: Diretoria do Sindicato. Edição: Rodrigo Correia. Redação: Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração eletrônica: Bruno César Galvão. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: Jornal Diário da Região Ltda. CNPJ: 07.351.093/0001-48 - Fone: (12) 3966-1212.

Dia Internacional do Trabalhador

Participe da caravana do ato "Fora todos" no 1º de Maio

Após a aprovação do impeachment da presidente Dilma (PT) pela Câmara dos Deputados, a crise política se aprofundou.

Está claro que os trabalhadores não suportam mais Dilma no comando do país, mas, da mesma forma, nem querem ouvir falar de um governo Michel Temer, tendo como sombra Eduardo Cunha (ambos do PMDB).

Fora todos eles
Por isso, é hora da classe trabalhadora tomar as ruas para dizer “Fora todos eles”, basta de corrupção, ajuste fiscal e ataques aos nossos direitos!

No 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, a CSP-Conlutas e outras entidades vão realizar uma grande manifestação, em São Paulo, para exigir a saída de Dilma, Temer, Cunha, Renan e de todo esse Congresso que só nos ataca. Vamos exigir também a realização de eleições gerais, sem os corruptos da Lava Jato, sem financiamento empresarial e com o mesmo tempo de rádio e TV para todos os candidatos.

Inscreva-se para a caravana
Para sermos ouvidos, precisamos levar milhares de pessoas a São Paulo para esta manifestação. Por isso, a sua presença é fundamental, bem como dos seus familiares e amigos.

Convença o maior número de pessoas possível e inscreva-se para a caravana dos sindicatos da região: procure os diretores sindicais ou ligue para (12) 3946-5311.

Os ônibus sairão às 7h da manhã, da sede do Sindicato.

A manifestação começa às 10h, na Avenida Paulista.


Sessão do impeachment foi festival de hipocrisia

No último dia 17, o Brasil parou para assistir a votação da abertura do processo de impeachment de Dilma na Câmara. Mas o que se viu foi um circo de horrores.

Além do baixo nível dos discursos, tivemos de encarar um festival de hipocrisia.

Sujos x mal lavados
Grande parte dos deputados que estava ali para decidir o futuro do país está envolvida em casos de corrupção. A começar pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Mas a lista de deputados suspeitos vai muito além. Dentre os 367 que votaram a favor do impeachment, 119 respondem ou já responderam por crimes ou estão sob suspeita.

Um dos corruptos que votou pelo “sim” foi Paulo Maluf (PP), que dispensa apresentação.

Do lado de Dilma, também não faltaram fichas sujas.

Prisão de corrupto
A deputada federal Raquel Muniz (PSD) se transformou num dos maiores “micos” da votação.

Antes de votar “sim”, Raquel elogiou o marido Ruy Muniz (PSB), prefeito de Montes Claros (MG), dizendo que ele era um exemplo de que o “Brasil tem jeito”.

No dia seguinte, o tal prefeito foi preso pela Polícia Federal, acusado de favorecer um hospital privado, ligado à própria família de Muniz.

Caiu a máscara!
É por essa e por outras que a única saída é exigir a saída de governo e Congresso e a realização de eleições gerais, já!


REPÚDIO

Agora, vamos falar de uma pessoa asquerosa, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), que usou o microfone da Câmara para defender o golpe militar de 1964 e o coronel Ustra, um dos maiores torturadores dos porões da ditadura. Bolsonaro merece cassação e cadeia, já!


O IMPEACHMENT NA CÂMARA
SIM - 367
NÃO - 137
Abstenções - 7 / Faltas - 2


CONSTRUIR UMA GREVE GERAL PARA EXIGIR:
Fora todos eles; eleições gerais, já!

Não ao ajuste fiscal

Não às reformas trabalhista e da Previdência

Não às demissões; estabilidade no emprego

Uma política econômica a favor dos trabalhadores


Temer quer trabalhadores embaixo da ponte

Como sempre dissemos, tirar Dilma e colocar Temer é “trocar seis por meia dúzia”.

Como a petista, o atual vice-presidente, que pode assumir a Presidência se o impeachment também passar no Senado, defende o ajuste fiscal e a redução de direitos dos trabalhadores.

Em seu programa de governo, chamado “Uma ponte para o futuro”, Temer defende graves ataques contra trabalhadores e aposentados.

O programa está pronto desde outubro de 2015 e entre as propostas apresentadas estão:

- Idade mínima para a aposentadoria (65 para homens e 60 para mulheres);
- Liberação de acordos trabalhistas abaixo da leis;
- Revisão de programas sociais, que poderão acabar conforme o que ele chama de “custo-benefício”;
- Endurecimento do ajuste fiscal;
- Mais privatizações.

“Assim como Dilma fez um governo contra os trabalhadores, Michel Temer promete vir com um tanque de guerra contra nossos direitos. Por isso, precisamos dizer “nem Dilma nem Temer”. Fora todos eles!”, afirma Luiz Carlos Prates, o Mancha, membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas.


Calçadão de São José é tomado por manifestantes

Um dia antes da votação do impeachment na Câmara, cerca de 200 manifestantes percorreram o Calçadão da Rua 7 de Setembro, em São José dos Campos, com um único propósito: convocar a população para se somar à luta pelo “Fora todos e eleições gerais, já”.

O protesto, ocorrido na manhã de sábado (16), foi convocado pelos Sindicatos dos Metalúrgicos, dos Químicos, dos Trabalhadores dos Correios, da Alimentação, Admap (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Vale do Paraíba), além do PSTU e LS/PSOL.

Na passeata, o que mais chamava a atenção eram os bonecões infláveis que satirizavam a presidente Dilma, o vice Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB).

“Vamos chacoalhar essa cidade. Vamos dizer não a esses partidos que não respeitam os direitos dos trabalhadores. PT, PMDB, PSDB e todos os outros que governam para banqueiros e empresários”, disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, logo no início da manifestação.

E completou: “Precisamos chamar novas eleições e uma greve geral. Essa crise está sendo empurrada para a classe trabalhadora, para a juventude e os mais pobres. Hoje tomamos as ruas para dizer: fora Dilma, fora Temer, fora Lula, Renan, Cunha e toda essa corja do Congresso Nacional”.
 

Busca por palavras

Busque o jornal por edição

Veja todas as edições



Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá
Sede: Rua Coronel Moraes, 143, Jardim Matarazzo, São José dos Campos - SP | Telefone: (12) 3946.5333 | Fax: (12) 3922.4775.
© 2019 Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região - Todos os direitos reservados | Desenvolvimento Web: ClickNow®