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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1150 | De 09 a 15 de Março de 2016

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá - Rua Maurício Diamante, 65, São José dos Campos - CEP 12.209-570. Telefone (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br. Responsabilidade: Diretoria do Sindicato. Edição: Shirley Rodrigues. Redação: Douglas Dias, Lucas Martins e Tânia Campelo. Editoração eletrônica: Bruno César Galvão. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: Jornal Diário da Região Ltda. CNPJ: 07.351.093/0001-48 - Fone: (12) 3966-1212.

Artigo

Fora todos eles: Dilma, Cunha, Aécio, Temer e esse Congresso

Por Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do Sindicato

O noticiário dos últimos dias revela a gravidade da crise política instalada no Brasil. Lideranças das principais instituições estão envolvidas até o pescoço em corrupção, desde a presidente da República aos presidentes da Câmara e do Senado e dirigentes dos três maiores partidos (PT, PMDB e PSDB).

A bombástica delação premiada do ex-líder do PT na Câmara dos Deputados, Delcídio do Amaral (que não foi oficializada, mas também não foi negada), envolve Dilma e o ex-presidente Lula. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, responderá por corrupção passiva.

A situação é tão grave que, em caso de impeachment da presidente Dilma (PT), nenhum daqueles que poderiam ocupar a vaga (Cunha, Temer e Renan), a depender do tipo de afastamento, tem moral para fazê-lo.

Os casos de corrupção envolvendo o PSDB e seus dirigentes são notórios, como o Trensalão (fraude na licitação de trens em São Paulo), o esquema de propinas em Furnas, que envolve Aécio Neves, ou o desvio de recursos da merenda escolar no governo Alckmin.

Essa descrição demonstra que o impeachment de Dilma não irá solucionar os problemas dos trabalhadores. De que adianta tirar Dilma para que Cunha, Michel, Renan (PMDB) ou Aécio (PSDB) assumam o cargo? Que moral tem esse Congresso de picaretas?

Precisamos ir às ruas para colocá-los para fora! Além da corrupção, eles têm outra coisa em comum. PT, PMDB e PSDB querem empurrar a conta da crise para o trabalhador.

Todos eles defendem o Ajuste Fiscal, que castiga a classe trabalhadora, aumenta impostos, corta o orçamento da Saúde e Educação e retira direitos.

Não podemos defender Dilma e o governo do PT, tampouco participar da manifestação de apoio convocada para o dia 31. Também não apoiamos a manifestação do dia 13 convocada pelo PSDB.

Os trabalhadores deverão ir às ruas sim, mas por novas eleições para presidente, senadores e deputados. Eleições em que os acusados de corrupção sejam proibidos de participar e as empresas não possam financiar candidatos.

Por isso, a CSP-Conlutas está convocando manifestações nos dias 1º de abril em todo o país e 1º de maio em São Paulo.

É fundamental reivindicarmos o fim dos privilégios dos parlamentares e governantes, que nenhum ganhe mais que um operário ou professor e que todos os mandatos sejam revogáveis. Que os trabalhadores possam substituir o governante, sempre que este não atenda as necessidades da população.

A solução para os trabalhadores é criar um governo que atenda seus próprios interesses e não de banqueiros e patrões. Um governo socialista, que seja baseado e governe a partir de Conselhos Populares, onde os trabalhadores e a maioria do povo decidam os rumos do país.


 

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