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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1115 | De 25 de Abril a 04 de Maio de 2015

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá - Rua Maurício Diamante, 65, São José dos Campos - CEP 12.209-570. Telefone (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br. Responsabilidade: Diretoria do Sindicato. Edição: Rodrigo Correia. Redação: Shuellen Peixoto, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração eletrônica: Bruno César Galvão. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: Jornal Diário da Região Ltda. CNPJ: 07.351.093/0001-48 - Fone: (12) 3966-1212.

Dia do Trabalhador

Neste 1º de Maio, vamos protestar contra terceirização e ataques aos direitos

Nesta sexta-feira, 1º de Maio, Dia do Trabalhador, os metalúrgicos vão às ruas protestar contra os ataques dos governos e dos patrões.

Em São José dos Campos, o Sindicato dos Metalúrgicos e as demais entidades ligadas à CSP-Conlutas realizam um ato na Praça Afonso Pena, às 10h. Motivos não faltam para participar.

Direitos ameaçados
Os direitos dos trabalhadores estão sendo seriamente atacados pelo governo Dilma Rousseff (PT) com o projeto de lei da terceirização e as medidas provisórias 664 e 665, que dificultam o acesso ao seguro-desemprego, PIS, auxílio-doença e pensão.

As condições de vida também estão piorando com a alta da inflação, dos impostos, o endividamento e as demissões. A cada mês, o salário fica mais curto e milhares de pais e mães de família estão ameaçados de perderem seus empregos.

“A razão desses ataques é uma só, a garantia dos lucros dos patrões e banqueiros. Do jeito que está, não dá para continuar. Vamos protestar e mostrar para o governo que não vamos pagar pela crise”, afirma o secretário-geral do Sindicato e membro da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.


Por que vamos à luta

Arquivamento do PL 4330 das terceirizações.

Revogação das MPs 664 e 665

Contra o ajuste fiscal e o corte de verbas

Estabilidade no emprego e redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

Por uma Petrobras 100% estatal. Punição, confisco dos bens e prisão de todos os corruptos e corruptores, desde o governo FHC.

Pela suspensão do pagamento da dívida pública aos banqueiros.


Luta contra o PL 4330 precisa continuar


Os deputados federais aprovaram no dia 22 as emendas ao projeto de lei da terceirização. Agora, o PL 4330 segue para votação no Senado.

Com 230 votos a favor e 203 contra, o projeto foi aprovado, inclusive com a liberação de terceirização das atividades-fim.

Isso quer dizer que uma metalúrgica poderá terceirizar até mesmo sua linha de produção. Se o projeto for aprovado, teremos demissão de trabalhadores diretos e contratação de terceirizados, com salários e direitos muito inferiores.

Para o especialista em sociologia do trabalho e professor da USP Ruy Braga, o correto seria combater a terceirização, e não ampliá-la.

“Terceirização significa desemprego e subemprego. Um terceirizado trabalha em média três horas a mais por semana. Se o serviço terceirizado fosse eliminado no país, seriam criados um milhão de novos postos de trabalho”, afirma Braga.

Audiência pública
O Fórum de Lutas do Vale do Paraíba realiza, no dia 6 de maio, uma audiência pública que debaterá os ataques representados pelo PL 4330 e pelas MPs 664 e 665. A audiência será realizada na Câmara Municipal, a partir das 19 horas, e a entrada é aberta a toda a população. Participe!


"Só vota a favor da terceirização quem nunca bateu cartão na vida", diz Toninho

O Jornal do Metalúrgico entrevistou o ex-presidente do Sindicato e atual primeiro suplente de deputado federal pelo PSTU, Toninho Ferreira, sobre o significado da terceirização para os trabalhadores.

JM - Qual é a sua opinião em relação ao PL 4330?
Toninho:
Qualquer pessoa que tenha um parente ou amigo que é terceirizado sabe o quanto é ruim trabalhar nessa condição. A aprovação definitiva desse projeto provocará o aumento dos acidentes de trabalho, da jornada, do desemprego, além da redução dos salários.

JM- Como você avalia a postura dos deputados do Vale que votaram a favor?
Toninho:
Só vota a favor da terceirização quem nunca bateu cartão na vida! O que o Eduardo Cury (PDSB) e o Flavinho (PSB) fizeram foi atender o chamado da Fiesp e dos empresários, que defenderam o projeto porque sabem que vão lucrar mais com a terceirização.

JM - Se você estivesse no Congresso, qual seria sua postura?
Toninho:
Eu não apenas votaria contra, como faria o que já estou fazendo: iria às fábricas denunciar o projeto e chamar os trabalhadores a lutar contra ele. Não adianta querer remendar o PL 4330 para que ele fique menos pior. Como um representante financiado pelos trabalhadores e não pelas empresas, iria mobilizar a classe para derrubar de vez este e outros ataques do governo contra os direitos trabalhistas.
 

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