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Jornal do Metalúrgico

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Edição 947 | De 09 a 17 de Maio de 2011

Expediente

Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Edição: Ana Cristina Silva - Redação: Douglas Dias, Rodrigo Correia e Shirley Rodrigues. Editoração Eletrônica: Bruno César Galvão. Ilustração: Bruno César Galvao. Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

Economia

Não bastasse a inflação, Dilma quer arrochar ainda mais os salários

Como sempre, governo quer jogar a conta nas costas dos trabalhadores e impedir aumento real

A alta dos preços voltou com tudo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou alta de 0,77% em abril, informou o IBGE, na sexta-feira, dia 6.

Nos últimos 12 meses, o índice está acumulado em 6,51%, o que já ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5%.

Entre os maiores vilões da inflação, estão itens que afetam dramaticamente a renda dos trabalhadores, como alimentos, bebidas, aluguel e combustível.

Medidas de arrocho
O governo Dilma toma medidas que prejudicam ainda mais os trabalhadores, como a alta dos juros e a restrição ao crédito.

Vale lembrar ainda que uma das primeiras medidas do governo do PT foi cortar R$ 50 bilhões do Orçamento, o que significa menos dinheiro para a saúde, educação e sucateamento dos serviços públicos.

Para o economista Cristiano Monteiro da Silva, do Ilaese (Instituto Latino-Americano de Estudos Socio-Econômicos), a receita do governo para combater a inflação é errada e fatal aos trabalhadores.

“Se as famílias pagam muitos juros, ao final se tem uma transferência de salário para os juros que são apropriados pelos bancos. Ou seja, é um mecanismo que empobrece os trabalhadores e aumenta a apropriação por parte dos bancos, que já lucram tanto”, analisou.


Papo furado do governo

O governo tem dito que os trabalhadores deveriam ser mais “comedidos” nas reivindicações por aumento salarial.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que se os trabalhadores não considerarem a inflação, a competitividade das empresas poderá ser afetada.

Ou seja, o Planalto quer que aceitemos reajustes menores. Querem que “paguemos o pato”.

A política de Dilma é a mesma do governo Sarney, no período da hiperinflação, que afirmava, equivocadamente, que aumento de salário provoca inflação.

Cristiano discorda e analisa os altos ganhos de produtividade das empresas no último período. “No Brasil, sobretudo a partir dos anos 90, vê-se um aumento muito grande da produtividade do trabalho. Logo, as empresas têm condição de assimilar aumentos reais de salários”.

O fato é que a inflação é derivada da ganância e da especulação do capital financeiro e das grandes empresas. “Querem penalizar os trabalhadores duas vezes, com a inflação e com um freio nas mobilizações. Não vamos aceitar este arrocho. Vamos à luta para repor a inflação e os ganhos de produtividade das empresas”, afirma o diretor do Sindicato, Antonio F. de Barros.

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