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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1085 | De 12 a 18 de Agosto de 2014

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Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Colaboração: Conselho Editorial - Edição: Rodrigo Correia - Redação: Ana Manuella Soares, Douglas Dias, e Shirley Rodrigues. Editoração e Ilustração: Bruno Galvão - Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

Falta de investimentos

Governo Alckmin tenta esconder crise da água e agrava situação

A população do estado de São Paulo vive uma grave crise, com reservatórios de água praticamente secos e racionamento que já atinge mais de 2,1 milhões de pessoas em 18 cidades.

Muitos culpam a falta de chuvas. No entanto, o desabastecimento poderia ter sido evitado pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Desde 2003, técnicos alertam o governo do risco de desabastecimento no sistema Cantareira. Desde 2009, o sistema está no limite e hoje tem só 13,8% da capacidade.

Apesar disso, o governo priorizou outros gastos, como a compra de equipamentos de repressão às manifestações, e deixou de investir no setor.

No orçamento de 2014, a previsão é de que R$ 15,4 bilhões sejam destinados ao pagamento de dívidas. Para o saneamento básico, serão apenas R$ 4,3 bilhões.

Privatização e sucateamento
Há 20 anos no governo de São Paulo, o PSDB promoveu a privatização e o sucateamento da Sabesp, que atende 300 cidades do estado.

Enquanto os acionistas comemoram o lucro de R$ 1,19 bilhão em 2013, os investimentos são insuficientes para suprir a demanda.

“Defendemos a reestatização da Sabesp. Um recurso vital para a sobrevivência humana, como a água, não pode servir para garantir lucros a alguns”, disse o diretor licenciado da CSP-Conlutas, Renato Bento Luiz, o Renatão.

Recentemente, o governador Geraldo Alckmin iniciou a retirada da água do chamado “volume morto”, uma das medidas adotadas pelo governo. Especialistas advertem que essa água não é segura para consumo. Os poluentes ali encontrados - dizem - podem causar doenças como Mal de Parkinson, Alzheimer, alterações no fígado e até câncer.

Desgaste e eleições
Apesar da gravidade da situação, o governo do PSDB tenta esconder a crise para evitar um desgaste nas eleições de outubro.

Já o PT faz palanque político com iniciativas como a criação da CPI da Sabesp, na Câmara Municipal de São Paulo.

A preocupação, longe de ser a população, é desgastar os tucanos no jogo político-eleitoral.


Entenda o caso

O sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas na região da Grande São Paulo, nunca esteve tão seco devido a falta de chuvas e de investimentos do governo tucano.

A gestão Alckmin chegou a estipular multa para quem aumentasse o consumo, mas, dada a revolta da população, teve de voltar atrás.

Além da falta de investimentos em infraestrutura, há uma perda de cerca de 25% da água captada pela Sabesp. Em países como Alemanha e Japão, esse percentual fica em 11% e, nos EUA, em 16%.

Com essa situação, quem sofre é o povo, sendo obrigado a enfrentar cortes no fornecimento de um recurso essencial à vida.

Para tentar consertar o estrago, os tucanos desviaram água de outros sistemas e autorizaram a polêmica captação do “volume morto”, trazendo riscos à saúde da população.
 

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