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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1071 | De 08 a 14 de Abril de 2014

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Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Colaboração: Conselho Editorial - Edição: Rodrigo Correia - Redação: Ana Manuella Soares, Douglas Dias, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração e Ilustração: Bruno Galvão - Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

Após divulgação de pesquisa

Mulheres dão basta e dizem: "Não mereço ser estuprada"

Uma campanha contra o machismo tomou as rede sociais na última semana, em resposta à pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) que apontava que 65% da população concorda, total ou parcialmente, que “mulher que mostra o corpo merece ser atacada”.

A indignação foi tão grande que fez o Ipea rever os dados e anunciar, nove dias depois, um grave erro nos números (leia no quadro abaixo).

De toda a forma, a pesquisa serviu para colocar em debate a dura realidade da opressão enfrentada diariamente por milhares de mulheres em nosso país, em que a culpa pela agressão sofrida é colocada na própria vítima.

Nada justifica o crime
No Brasil, a cada 12 segundos uma mulher é estuprada. Para a diretora do Sindicato Rosângela Calzavara, ao contrário do que se faz crer, o ato de maior violência contra o corpo de uma mulher depende unicamente de uma condição: a existência de um estuprador.

“Se um homem acredita que pode estuprar uma mulher pelo tipo de roupa que ela veste, é porque existe muito machismo em nossa sociedade. Independente da roupa que vestimos, merecemos respeito. Estupro é crime!”, afirmou.

Por isso, o Sindicato e o Movimento Mulheres em Luta (MML) exigem que o Estado garanta a segurança da mulher contra esse tipo de agressão, com transporte público de qualidade (sem a superlotação hoje existente), delegacias da mulher e casas abrigo que acolham e tratem as vítimas de violência.


Mesmo corrigida, pesquisa preocupa
No dia 4, o Ipea divulgou uma nota reconhendo um grave erro nos dados e afirmou que, na realidade, 26% (e não 65%) dos brasileiros culpam de alguma forma as mulheres por serem atacadas. O Instituto disse que houve uma “troca de gráficos”.

Apesar da correção, o resultado da pesquisa ainda é preocupante, uma vez que a maioria dos entrevistados (58%) acredita que, “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”.
 

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