Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Voltar para Página Inicial

Jornal do Metalúrgico

  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

Versão em PDF

Edição 1070 | De 02 a 07 de Abril de 2014

Expediente

Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Colaboração: Conselho Editorial - Edição: Rodrigo Correia - Redação: Ana Manuella Soares, Douglas Dias, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração e Ilustração: Bruno Galvão - Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

Ditadura nunca mais!

Golpe Militar completa 50 anos

Nesta segunda-feira, dia 31, completaram-se 50 anos do Golpe Militar, que deu início a um dos períodos mais violentos e obscuros da história de nosso país.

Em 31 de março de 1964, as Forças Armadas, apoiadas por setores empresariais e da imprensa, destituiram o governo do presidente João Goulart, o Jango.

Sob o argumento de que havia uma suposta aproximação do governo com a esquerda comunista, a ação contou com forte apoio do governo norte-americano na chamada “Operação Brother Sam”.

Navios de guerra com soldados e um grande aparato de guerra chegaram a ser enviados dos Estados Unidos para o Rio de Janeiro.

Com a destituição, o general Castello Branco asssume o poder, instituindo no país um regime autoritário que durou 21 anos, acabando com estabilidade no emprego e outros direitos trabalhistas, liberdades democráticas e afundando o Brasil num período de sombras.

É preciso lembrar para que nunca mais aconteça!


Ato lembra repressão no Vale durante regime

Para lembrar os 50 anos do Golpe e denunciar a repressão da ditadura no Vale do Paraíba, a CSP-Conlutas e outras centrais e entidades realizaram um ato na Câmara Municipal de São José, no último dia 26.

A atividade contou com mais de 300 pessoas, entre estudantes, ativistas e trabalhadores anistiados com o objetivo de fortalecer a luta por verdade, justiça e reparação aos perseguidos pelo regime.

Em suas falas, os participantes exaltaram a ação dos trabalhadores que ousaram lutar por liberdades democráticas e melhores condições de vida, num período de grande repressão.

Os depoimentos de operários da região que tiveram a vida marcada pela ditadura emocionaram a todos. José Luiz Gonçalves, ex-presidente do Sindicato, contou sobre o autoritarismo da GM e a presença de agentes do Serviço Nacional de Informações (SNI) na fábrica.

Empresário apoiam militares
Durante o evento, foram apresentados documentos do Cecose (Centro Comunitário de Segurança do Vale do Paraíba) que comprovam o envolvimento de empresas da região com a ditadura na repressão aos trabalhadores.

Com relatórios “confidenciais” recentemente identificados, a denúncia foi apresentada pelo secretário-geral do Sindicato e membro da Comissão da Verdade dos Metalúrgicos, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

“Ainda hoje vivemos resquícios daquela época dentro das empresas e no governo, que volta a usar leis e a criminalização dos movimentos sociais para reprimir as manifestações da população por melhorias nos serviços públicos”, avalia o diretor do Sindicato Célio Dias da Silva.


Depoimentos denunciam repressão

Ary Russo, eleito presidente do Sindicato em 1981, tirando a entidade do comando dos pelegos:
“Tive minha casa invadida duas vezes pelos militares. Reviraram tudo e deixaram marcas para avisar que estiveram ali e que iriam voltar. Em 82, fui enquadrado na Lei de Segurança Nacional e condenado em um tribunal militar a seis anos de prisão. Graças à intervenção de juízes civis, o processo foi arquivado.”

Maria Inês de Oliveira, ex-metalúrgica da Ericsson:
“Participei da greve de 79 e fui demitida da Ericsson assim que terminou minha licença maternidade. Aí começou a caça às bruxas. Passei por várias fábricas e era sempre demitida assim que descobriam quem eu era. Fui torturada psicologicamente. Passei necessidade, não tinha como sustentar minha filha. Até que tive que sair da cidade. Estava muito visada.”
 

Busca por palavras

Busque o jornal por edição

Veja todas as edições



Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá
Sede: Rua Coronel Moraes, 143, Jardim Matarazzo, São José dos Campos - SP | Telefone: (12) 3946.5333 | Fax: (12) 3922.4775.
© 2019 Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região - Todos os direitos reservados | Desenvolvimento Web: ClickNow®