
Órgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Edição: Ana Cristina Silva - Redação: Douglas Dias, Eliane Mendonça, Rodrigo Correia e Shirley Rodrigues. Editoração Eletrônica: Bruno César Galvão Ilustração: Bruno César Galvao.
Organização de base
Principais medidas são manter cipeiros afastados de outros trabalhadores, cortar salários e até demitir, desrespeitando a lei
Cipeiros de luta de nossa região têm sofrido graves ataques por parte das empresas. Os patrões usam todo tipo de armas para enfraquecer as CIPAS e tirar o poder de organização dos trabalhadores dentro das fábricas.
Uma dessas armas é justamente perseguir cipeiros, com atitudes como mantê-los afastados dos outros trabalhadores, impedi-los de fazer horas extras e cortar salários.
Até mesmo na GM, onde a CIPA é uma das mais organizadas e combativas, há perseguição.
No início do ano, por exemplo, o cipeiro Roberto foi impedido de fazer hora extra, justamente porque a chefia queria evitar que ele interferisse nos procedimentos. Para os chefes, a linha teria de rodar de qualquer jeito, mesmo que representasse riscos aos trabalhadores.
O mesmo ambiente repressivo é encontrado na Prolind, nas Chácaras Reunidas, onde a prática do gerente Flávio é colocar os companheiros mais combativos em setores isolados, com pouco ou nenhum acesso aos trabalhadores.
Exemplo disso foi o que a empresa fez com a cipeira Joseane, mantida em condições precárias de trabalho, isolada em um galpão sozinha por muito tempo, sem água, telefone e nem mesmo banheiro.
“A Prolind faz isso porque tem medo da força da organização de base. Mas, com certeza, essa postura não vai inibir a luta. Pelo contrário”, disse o diretor Ademir Tavares da Paixão.
Demissão
A Rosemberg Domex, em Caçapava, demitiu, na última terça-feira, dia 29, a trabalhadora Leiliane.
Uma clara tentativa de calar uma trabalhadora combativa, com estabilidade de emprego garantida por lei, já que está no período de carência da CIPA e foi a trabalhadora mais votada para integrar a comissão de PLR da fábrica.
“A demissão é totalmente ilegal e acontece justamente quando estamos iniciando as discussões de PLR. Com certeza, o Sindicato tomará todas as providências para garantir a imediata reintegração da trabalhadora”, disse o diretor Edson Alves da Cruz.
Saída é organização
Esta afronta das empresas contra os trabalhadores só revela o que todos já sabíamos: a presença de cipeiros classistas e de luta nas empresas incomoda os patrões.
“Portanto, todos devem estar atentos e, nas próximas eleições da CIPA da sua empresa, preste atenção nos candidatos e vote naquele que realmente é comprometido com a categoria, e não naqueles que são apoiados pela chefia e, depois de eleitos, farão o jogo dos patrões”, disse o diretor José Donizetti de Almeida.


