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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1062 | De 04 a 10 de Fevereiro de 2014

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Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Colaboração: Conselho Editorial - Edição: Rodrigo Correia - Redação: Ana Manuella Soares, Douglas Dias, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração e Ilustração: Bruno Galvão - Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

R$ 3,3 bilhões

Montadoras são as que mais enviam lucros pra fora do país

As montadoras instaladas no Brasil são campeãs no envio de lucro ao exterior.

No ano passado, as multinacionais mandaram a enorme quantia de 3,3 bilhões de dólares (mais de R$ 8 bilhões) aos seus países de origem. O dinheiro representa 35% a mais em relação a 2012.

Os empresários não têm mesmo do que reclamar. Há mais de 10 anos, o setor automotivo fica entre os que mais enviam lucros para fora.

Para se ter uma ideia, em quatro anos o Brasil perdeu 15,4 bilhões de dólares em lucros enviados para o exterior pelo setor automotivo. Isso é quase a metade do que as montadoras dizem que vão investir aqui até 2017.

Redução de IPI
Enquanto mandam uma grana alta para suas matrizes, as montadoras festejam a polìtica de isenção de impostos mantida pelo governo Dilma. A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), por exemplo, já custou aos cofres públicos R$ 12,3 bilhões. Somente em 2013, as fábricas deixaram de pagar R$ 4,5 bilhões em IPI.

Demissões continuam
Apesar do imposto reduzido, as montadoras continuam demitindo no Brasil. Nos últimos dois anos, a GM fechou 1.217 postos de trabalho, descumprindo o acordo feito com o governo de manter o nível de emprego.

“As montadoras tiram dinheiro dos cofres públicos e mandam seus lucros para fora. O governo Dilma não pode permitir esse absurdo e precisa editar uma medida provisória proibindo as demissões nos setores que são beneficiados por isenções fiscais”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.



GM demitiu 47 mil nos EUA, revela ativista em palestra
A crise econômica mundial, iniciada em 2008, trouxe efeitos devastadores para os trabalhadores da GM nos Estados Unidos.

Só em 2009, a montadora fechou cinco fábricas no país e demitiu 47 mil.

Essa realidade foi contada pela dirigente sindical americana Wendy Thompson, durante palestra realizada no Sindicato, no último dia 30.

“Os trabalhadores pagam o preço da crise. Muitos direitos foram retirados, contratos foram enfraquecidos e salários reduzidos”, contou.

A sindicalista ressalta que hoje a indústria se recupera da crise, mas à custa dos trabalhadores que recebem menores salários e perdem direitos.
 

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