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Jornal do Metalúrgico

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Edição 1052 | De 23 a 29 de Outubro de 2013

Expediente

Expediente: Orgão informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de S. J. Campos, Caçapava, Jacareí, Santa Branca e Igaratá • Rua Maurício Diamante, 65 - 12209-570- (12) 3946.5333 - Fax: 3922.4775 - site: www.sindmetalsjc.org.br - e-mail: comunicacao@sindmetalsjc.org.br - São José dos Campos - SP - Responsabilidade: Diretoria do Sindicato - Colaboração: Conselho Editorial - Edição: Rodrigo Correia - Redação: Douglas Dias, Manuela Moraes e Shirley Rodrigues. Editoração e Ilustração: Bruno Galvão - Fotolito e Impressão: UniSind Gráfica Ltda (11) 3271-1137

 

Entrega do nosso patrimônio

Com leilão do pré-sal, Dilma faz maior privatização da história

21 de outubro de 2013 ficará marcado como o dia em que o governo Dilma entregou às empresas estrangeiras o megacampo de Libra, maior reserva de petróleo já encontrada no país.

Localizado na camada do pré-sal, o campo foi arrematado por um consórcio formado pelas empresas chinesas CNPC e CNOOC (10% cada), a anglo-holandesa Shell (20%), a francesa Total (20%) e a Petrobras (40%). Isso significa que 60% do petróleo de Libra ficará com os estrangeiros.

A estimativa é de que a área privatizada por Dilma possua uma reserva de 12 bilhões de barris de petróleo, podendo este número ser muito maior. Para se ter uma ideia, em toda a história da Petrobras, criada há 60 anos, a empresa extraiu 15 bilhões de barris de petróleo.

No mercado internacional, cada barril de petróleo é negociado por cerca de US$ 100, ou seja, a reserva do campo de Libra pode valer mais de R$ 3 trilhões. Apesar disso, o governo vendeu a área por um bônus de assinatura de contrato de R$ 15 bilhões ou R$ 1 por barril.

Trata-se de um crime lesa-pátria, assim como fizeram os governos anteriores, que privatizaram a Vale do Rio Doce, a Embraer e o sistema Telebrás.

Dinheiro para os banqueiros
Como se não bastasse, os R$ 15 bilhões conquistados com a venda do campo serão utilizados para atingir a meta do superávit primário deste ano, fixada em R$ 73 bilhões. Ou seja, o dinheiro será usado para garantir o pagamento de juros aos banqueiros.

Na noite do dia 21, Dilma apareceu em rede nacional para “comemorar o sucesso” do leilão. Ela disse que os royalties obtidos com o pré-sal vão melhorar a educação e a saúde no país. Nada mais falso!

Para garantir uma educação de qualidade seria necessário ao menos 10% do PIB, bem longe dos 0,6% obtidos com os 75% dos royalties destinados à educação.

A luta continua, assim como a greve nacional dos petroleiros. A briga agora é pela anulação dessa entrega absurda de nossas riquezas naturais.

“Esse leilão, que, inclusive, contou com apenas um concorrente, foi um crime contra a nossa soberania e precisa ser denunciado. Nossa luta precisa continuar para cancelá-lo”, afirmou o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

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