Congressos

Com democracia operária, metalúrgicos decidem

O Congresso dos Metalúrgicos é uma das mais importantes instâncias de decisão do Sindicato. É por meio da realização dos congressos que os metalúrgicos definem, democraticamente, as políticas e lutas que a categoria vai desenvolver. Na história do Sindicato, foram momentos nos quais os trabalhadores tomaram importantes decisões, que consolidaram o perfil classista e combativo da entidade.

Mesmo com temas centrais diferentes, a organização da base está sempre presente em cada congresso e nas resoluções aprovadas nas plenárias. 

A primeira edição aconteceu em julho de 1991, levando aos metalúrgicos a oportunidade de participarem das discussões determinantes nos rumos da categoria.

 

METALÚRGICOS NA LUTA CONTRA REFORMAS E GOVERNO


12º Congresso dos Metalúrgicos, em 2017

O 12º Congresso dos Metalúrgicos, realizado entre os dias 14 e 16 de julho de 2017, apontou os caminhos de luta e organização para o Sindicato e toda categoria. Após três dias de debates e decisões, os delegados aprovaram resoluções que confirmaram a continuidade da luta pelo “Fora Temer e todos os corruptos” e a necessidade de uma nova Greve Geral.

As resoluções foram aprovadas por 106 delegados de 26 fábricas. Considerando o cenário de crise política, social e econômica pela qual passava o país, o Congresso decidiu “priorizar a luta direta dos trabalhadores contra as reformas. Se houver a queda do governo Temer, o Sindicato chamará a luta por eleições gerais com novas regras”.

Em outra resolução, ficou definido que o Sindicato incorporasse a campanha contra qualquer governo defensor das reformas que ataquem os direitos trabalhistas e previdenciários.

Para fortalecer a luta dos trabalhadores contra as reformas do governo, os delegados aprovaram resolução para exigir das centrais sindicais que retomassem o processo de mobilização contra Temer e suas reformas e que uma nova Greve Geral fosse convocada.

A própria CSP-Conlutas também foi ponto de resolução no Congresso, que decidiu impulsionar nas assembleias as discussões sobre a central. “Construir a CSP-Conlutas na base, nas fábricas, como alternativa de direção para o movimento sindical brasileiro”.

Campanha Salarial
Além de buscar o reajuste salarial, o objetivo foi impedir que as mudanças aprovadas pelo governo não fossem implementadas na categoria e exigir a revogação da reforma.

Organização de base
Foi apontado como prioridade para a diretoria do Sindicato a luta pelo avanço na organização no local de trabalho, fortalecendo e organizando ainda mais o Conselho de Representantes.

Mulheres
Foi definido que a direção sindical tem de ter, no mínimo, o mesmo percentual de mulheres existente na categoria.

Os delegados e delegadas também decidiram pela criação de uma secretaria LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). 

Também foram discutidas resoluções sobre política internacional, democracia operária, saúde do trabalhador, questão racial, entre outros pontos.

O SINDICATO SOMOS NÓS. NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ


11º Congresso dos Metalúrgicos, em 2013

O 11º Congresso dos Metalúrgicos, realizado entre os dias 19 e 21 de julho de 2013, deu um grande impulso para a organização dos trabalhadores nas fábricas de nossa região. Estiveram presentes 141 delegados, representando 36 empresas metalúrgicas da nossa base de atuação.

O Congresso teve como tema “O Sindicato somos nós, nossa força nossa voz”, referindo-se ao controle que o trabalhador deve ter sobre o que é seu: o Sindicato. A reflexão sobre o tema esteve presente em todas as discussões, afinal, sem os trabalhadores organizados e preparados, nenhuma luta é vitoriosa.

Outro tema de fundamental importância e bastante discutido foi o combate permanente à burocratização, prática que afasta o dirigente sindical dos anseios da base. O Congresso aprovou resoluções específicas, incluindo o controle da atuação dos dirigentes sindicais pelo membros do Conselho de Representantes.

Durante os três dias de Congresso, os delegados cumpriram o papel de representar toda a categoria metalúrgica, debater ideias, apontar propostas de resoluções e votar, num verdadeiro exercício de participação e democracia.

Na plenária final, realizada no terceiro dia, os delegados aprovaram 138 resoluções para fortalecer nossa categoria e aproximar o Sindicato da base. Essas resoluções podem ser conferidas no caderno disponível para download abaixo e definiram os rumo do Sindicato e as lutas a serem travadas no próximo período.

PRINCIPAIS RESOLUÇÕES:

Situação nacional
Avançar na construção de um calendário de lutas unitário, que permita intensificar as mobilizações dos trabalhadores e da juventude contra os governos e os patrões. Neste sentido, é muito importante desde já avançar na construção do Dia Nacional de Paralisações, em 30 de agosto, convocado por todas as centrais sindicais.

Organização de base
Definir como prioridade da diretoria a luta pelo avanço na organização no local de trabalho. Para isso, é preciso fortalecer e organizar o Conselho de Representantes de forma geral, por regiões e por fábricas, entre diretores, delegados sindicais, cipeiros e ativistas.

Trabalho nas Cipas
Ampliar e manter um amplo esclarecimento da base da categoria sobre as OLTs (Organização no Local de Trabalho), especialmente sobre as Cipas, suas funções combativas e a importância de se elegerem cipeiros de luta e classistas, independentes dos chefes. É preciso também esclarecer que o mandato do cipeiro deve ser controlado pelos colegas que o elegeram.

Mulheres
Ter sempre como objetivo e preocupação de levar as mulheres para integrarem as Cipas, comissões de PLR, delegadas sindicais e todas as formas de organização de base e o Conselho de Representantes do Sindicato.

AVANÇAR NA ORGANIZAÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO


10º Congresso dos Metalúrgicos, em 2010

Foram três dias de intensos debates, entre 16 e 18 de abril de 2010, com a participação de 166 delegados de 44 empresas. O evento aconteceu no auditório da Colônia de Férias, em Caraguá.

Cipeiros, integrantes de comissões de fábrica, ativistas e trabalhadores em geral, eleitos como delegados nas fábricas, aprovaram medidas que apontam para o fortalecimento da organização de base, além da definição de tarefas e lutas que o Sindicato deverá encaminhar no próximo período.

Durante o evento, os delegados discutiram sobre diversos temas, como situação nacional e internacional, organização no local de trabalho, sindicalização, reorganização da Conlutas, saúde do trabalhador, luta das mulheres, aposentados, negros, etc.

“Foram três dias em que os metalúrgicos se reuniram para discutir e apontar o caminho que o Sindicato deverá trilhar para defender salários, empregos e direitos. Foi um momento histórico para a categoria", avaliou o presidente do Sindicato, Vivaldo Moreira Araújo. “Agora, é mãos à obra, trabalhadores e Sindicato, juntos, para fortalecer nossa organização e avançar em conquistas”, concluiu.

Organização no local de trabalho
Ao final do Congresso, os delegados votaram várias resoluções que deverão nortear a política do Sindicato. Mas no centro das decisões está a organização no local de trabalho.

A principal meta do Sindicato e da categoria para o próximo período é ampliar o número de cipeiros combativos nas fábricas, delegados sindicais, comissões de fábricas, etc.

O objetivo é fortalecer a organização no local de trabalho. Afinal, é com os metalúrgicos organizados e mobilizados nas fábricas que a luta por salários, empregos e direitos fica mais forte.

“Precisamos construir organismos combativos no local de trabalho, uma organização de base viva e atuante que, junto com o Sindicato, estará à frente das lutas”, explica o diretor do Sindicato José Donizete de Almeida.

Os delegados também discutiram a importância da sindicalização para fortalecer a categoria e aprovaram uma grande campanha. A meta é aumentar em 50% o número de sindicalizados, o que representará cerca de 7 mil novos sócios.

“A sindicalização é fundamental para a organização de base. Quanto mais sócios tiver o Sindicato, mais capacidade de luta terá a categoria”, afirma o diretor Geraldo de Jesus Santos.

A OPINIÃO DE QUEM FOI AO 10º CONGRESSO

“Este foi meu primeiro Congresso e posso dizer que saí de lá muito mais preparado para enfrentar os ataques dos patrões. Como cipeiro, vou trabalhar ainda mais para trazer novos metalúrgicos para as lutas da categoria”.
Wagner Morais de Oliveira, o Fera (Embraer)

“Adquiri muito conhecimento neste Congresso e já estou repassando as informações para os trabalhadores na fábrica. Precisamos conhecer nossos direitos para poder combater os ataques. Tanto as palestras como os grupos me enriqueceram muito politicamente.”
Emerson de Lima, o Binho (TI/Bundy)

“Foi muito importante a conscientização política e econômica que conseguimos, principalmente por meio das palestras. Pudemos ver que nossas reivindicações são de fato fundamentadas em números reais, como os apresentados pelo palestrante Valério Arcary.”
Vanessa Cristina Corrêa (C&D)

UNIÃO, ORGANIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA BASE



9º Congresso dos Metalúrgicos, em 2007

O 9º Congresso, realizado de 17 a 19 de agosto de 2007, pode ser considerado como um marco da democracia e da participação dos trabalhadores da base no comando do Sindicato. O evento discutiu os problemas enfrentados pelo Sindicato de forma aberta e os desafios para o próximo período.

O Congresso reuniu 150 delegados, de 41 fábricas. Somando os observadores e convidados, mais de 200 pessoas participaram do evento, que foi aberto na sexta-feira, na sede do Sindicato em São José. A solenidade contou a presença de dezenas de sindicatos (alguns até do Nordeste), oposições, representantes dos aposentados, do movimento popular e militantes do PSTU e P-SOL. A abertura também contou com a participação do sindicalista da organização Batay Ouvriye, do Haiti, Didier Dominique.

Debates e discussões em grupos
No sábado e domingo, os trabalhos foram realizados no auditório e nas dependências da Colônia de Férias de Caraguatatuba. Um debate sobre a reorganização do movimento operário no país contou com a participação de José Maria de Almeida, da Conlutas, e Ana Paula Rosa de Simoni, da Intersindical. Os diretores apresentaram as teses e resoluções propostas pelo Sindicato. Elas foram analisadas pelos delegados em cinco grupos. Nestes grupos houve mudanças e propostas de novas resoluções, que foram decididas, por votação democrática, no plenário do Congresso.

Luta contra a burocratização é principal desafio
O principal tema discutido pelos delegados no 9º Congresso foi a necessidade do Sindicato iniciar uma forte luta contra a burocratização. O objetivo é combater desvios que afastam os diretores da base e aumentar participação do trabalhador no Sindicato.

A “burocratização” significa o afastamento do dirigente sindical da base e a utilização do mandato e da estabilidade para obtenção de vantagens pessoais, além da falta de democracia e acesso dos trabalhadores à entidade. Essa situação é fruto da estrutura sindical e da pressão do sistema capitalista, e afeta o movimento sindical em geral. Por isso, combater este problema é tarefa de todo sindicato combativo.

“No último período, deixamos de fazer o combate à burocratização em nosso Sindicato e este problema nos atingiu fortemente. Houve ausência de diretores nas fábricas, acordos que não foram benéficos para os trabalhadores e até desvios graves, entre vários outros problemas”, reconheceu o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Durante os três dias, os trabalhadores discutiram o que pensam sobre o Sindicato. Fortalecer a organização no local de trabalho e os mecanismos para garantir a democracia operária, ou seja, para que o trabalhador mande no Sindicato e controle a diretoria, foram as principais resoluções para combater a burocratização.

PRINCIPAIS RESOLUÇÕES:

Prioridade para a organização de base
Os diretores do Sindicato têm que estar dentro das fábricas junto aos trabalhadores, ouvir suas reivindicações, reclamações e opiniões. Todos os organismos de base, como CIPAS, delegados sindicais e comissões de fábricas devem ser impulsionados.

Democracia operária
Quem manda e decide no Sindicato é o trabalhador. Tudo deve ser decidido pelos trabalhadores em assembléias e instâncias como o Conselho de Representantes, que deverá funcionar de forma a permitir a participação efetiva dos trabalhadores.

Medidas contra privilégios indevidos dos diretores
Quem está na fábrica tem que trabalhar; os afastados têm que estar a serviço do Sindicato; controle no uso dos carros (nunca para uso pessoal); extinção do final de semana (anual) gratuito na Colônia; fim da cota fixa de passes (uso de acordo com a necessidade); diretor não pode conseguir aumento para si próprio e nem receber presentes da patronal.

Luta contra as reformas deve se intensificar
A luta contra as reformas do governo Lula que retiram direitos, como a reforma Sindical, Trabalhista e Previdenciária, deve ser intensificada. Essa foi uma importante decisão dos delegados do Congresso. Também foi aprovado que a mobilização contra a reforma da Previdência deve ser impulsionada por meio da campanha do Plebiscito Popular sobre a reestatização da Companhia Vale do Rio Doce e da preparação à marcha a Brasília, prevista para 24 de outubro.

Organização de base
Decidiu-se pelo fortalecimento do Conselho de Representantes, CIPAS, comissões de fábrica e grupos clandestinos (onde a repressão do patrão é muito grande); também deverão ser produzidos mais boletins específicos por fábricas ou região; outra decisão é a de se reativar e reestruturar a Secretaria de Saúde do Sindicato.

Luta contra a reestruturação produtiva patronal
O Sindicato deve divulgar os novos métodos de produção, que exploram e tiram o emprego dos trabalhadores; a terceirização é um dos fortes ataques à classe trabalhadora.

Luta contra a divisão
É preciso reafirmar o repúdio a esta tentativa de divisão da categoria. Uma campanha permanente deve ser feita na Embraer e nas outras empresas.

Fortalecimento de uma direção nacional
Foi decidido apoiar e fortalecer a Conlutas e discutir a unificação com a Intersindical e outras organizações da esquerda, em oposição à CUT e ao governo Lula.

EM DIREITO NÃO SE MEXE!


8º Congresso dos Metalúrgicos, em 2005

As reformas que retiram direitos e a corrupção no governo Lula. Essas foram as duas principais discussões do 8º Congresso dos Metalúrgicos, realizado nos dias 5, 6 e 7 de agosto de 2005, no auditório da Colônia de Férias do Sindicato.

Além de aprofundar o debate sobre as intenções do governo com as reformas Sindical e Trabalhista (o que já havia sido feito no 7º Congresso), este encontro abordou a corrupção que tomou conta do governo Lula, com Mensalão, envolvimento de grandes figuras do Planalto e até o episódio em que foram encontrados doláres na cueca de um assessor político.

"Com o 8º Congresso, fortalecemos a luta contra as reformas de Lula, e sepultamos a idéia de que o governo petista mantinha a ética. Caiu a máscara e apareceu a podridão", definiu o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Foram lançados dois vídeos: "As doenças do trabalho sob a ótica de suas vítimas" e "A corrupção no governo Lula".

Este foi um dos maiores congressos já realizados. Participaram 220 delegados, de 66 fábricas da base, como GM, LG.Philips, Embraer, Bundy, Sade-Fem, Graúna, Aeroserv, entre outras.

LUTAR PARA CONQUISTAR


7º Congresso dos Metalúrgicos, em 2004

Lutar contra as reformas Sindical e Trabalhista foi uma das principais resoluções do encontro, que reuniu cerca de 200 delegados em Caraguá, nos dias 2, 3 e 4 de abril de 2004.

O 7º Congresso dos Metalúrgicos, realizado de 2 a 4 de abril, na Colônia de Férias do Sindicato, em Caraguatatuba, reuniu cerca de 200 metalúrgicos, de 42 fábricas da base. No encontro foram discutidos os rumos do Sindicato e as principais questões que afetam os trabalhadores.

As resoluções aprovadas pelos delegados reforçaram a disposição da categoria em manter-se firme na luta por seus direitos e no próximo período lutar, principalmente, contra as reformas Sindical e Trabalhista.

"Foram quatro meses de debates preparatórios ao Congresso e dois dias de encontro, que serviram para fortalecer a organização da categoria", resumiu o presidente do Sindicato Luiz Carlos Prates, o Mancha.

O Congresso contou com a participação de desempregados e trabalhadores sem-teto, fato que expressou a inserção do Sindicato com os movimentos sociais.

PRINCIPAIS RESOLUÇÕES:

Romper com a Alca, a dívida e o FMI
Os trabalhadores discutiram sobre a intensificação da ofensiva imperialista dos EUA sobre os povos de todo o mundo, que visa garantir seu domínio político, econômico e militar e aumentar o lucro das corporações econômicas.

Ao final, uma das principais resoluções do 7º Congresso foi a luta contra a Alca, o FMI e a Dívida Externa, que são os instrumentos utilizados pelo imperialismo.

Lutar contra os ataques do governo
Ao analisar o primeiro ano do governo Lula, os delegados constataram que o desemprego aumentou e os ataques aos trabalhadores continuam, pois Lula está governando para os grandes empresários, banqueiros e latifundiários do país.

Diante disso, só a luta contra os ataques do governo e por melhores condições de vida, emprego, direitos e salário irá garantir nossas reivindicações.

Nas eleições 2004, os delegados decidiram, por ampla maioria, que o Sindicato deve apoiar as candidaturas operárias de oposição ao governo Lula e aos partidos burgueses, e que tenham um programa antiimperialista e anticapitalista.

Mobilizar por salário, direitos e empregos
Fortalecer a organização no local de trabalho para lutar contra a redução de direitos, por salários e empregos é outra tarefa. Dentro deste objetivo, é preciso apoiar, incentivar e fortalecer as CIPA's, comissões de fábrica e de negociação de PLR.

Foi decidido que para manter a luta contra a redução de direitos, o Sindicato deve manter o bloco de negociação nas campanhas salariais, com Campinas e Limeira e fortalecer a Federação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (FENAM).

O Sindicato não participará dos congressos da FEM e CNM, pois estes congressos irão legitimar a Reforma Sindical do governo Lula.

Manter um sindicato combativo e independente
Nos últimos anos, a reestruturação produtiva, os ataques da patronal e a conjuntura recessiva do país, com aumento do desemprego, trouxeram grandes desafios para os sindicatos combativos, que têm que adequar o aspecto financeiro à necessidade das lutas.

A reforma Sindical, que está em discussão, abre caminho para que os patrões intensifiquem ainda mais os ataques aos trabalhadores. É preciso lutar contra ela.

GLOBALIZAR AS LUTAS!


6º Congresso dos Metalúrgicos, em 2001

O tema do 6º Congresso, realizado em agosto de 2001, foi "Contra o neoliberalismo / Globalizar as lutas". Neste encontro os 216 delegados, de 55 fábricas, definiram a atuação política da entidade.

Diretores do Sindicato, cipeiros, ativistas e metalúrgicos de base debateram sobre a situação do Brasil e do mundo e seus reflexos em nossa região. Os participantes aprovaram uma série de resoluções.

Democracia e luta - Da nossa região, todos os sindicatos cutistas enviaram representantes. Além desses, havia metalúrgicos de São Bernardo, Americana, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Friburgo e representantes de outras entidades, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Outro ponto alto neste Congresso foi a presença de familiares. Esposas e filhos participaram ativamente.

Atividades preparatórias
As atividades que prepararam o 6º Congresso contaram com a presença de Angel Parras, colaborador da Revista Marxismo Vivo, Fernando Siqueira, presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Peter Jonhson, sindicalista norte-americano, e o cantor e compositor Lobão, que falou sobre música e sua trajetória de rebeldia.

PRINCIPAIS RESOLUÇÕES:

Fora FHC e o FMI já
Fortalecer a luta pelo Fora FHC e FMI foi uma decisão tomada pela ampla maioria dos delegados e delegadas do 6º Congresso dos Metalúrgicos. Eles não estão dispostos a esperar até 2002 para levantar esta bandeira. Foi rechaçada qualquer aliança com a burguesia. Os metalúrgicos vão lutar por uma frente classista dos trabalhadores, com um programa anticapitalista. "Uma aliança entre os partidos operários (PT, PSTU, PCdoB e PCB)". Este é texto que permaneceu nas resoluções.

Defesa da federação nacional de luta
Os metalúrgicos aprovaram a participação do Sindicato na organização da Federação Nacional dos Metalúrgicos Democrática e Combativa. O objetivo é se contrapor ao sindicato orgânico, criado pela direção da Articulação Sindical. Para impor uma política de conciliação de classes, o sindicato orgânico acaba com a democracia no movimento, já que quem passa a deter o poder de decisão é a direção e não a base. Para a maioria dos delegados e delegadas, o sindicato orgânico da Articulação enfraquece a luta contra o banco de horas e pela defesa dos direitos trabalhistas. A direção de sindicatos da Articulação já entregou esses direitos em campanhas salariais passadas.

A luta internacional
O tema do 6º Congresso "Contra o neoliberalismo, globalizar as lutas" foi amplamente debatido. O sindicalista argentino Alberto Mora falou sobre os reflexos da aplicação do plano neoliberal aos trabalhadores daquele país e reforçou a importância da unificação das lutas na América Latina. Um dos pontos centrais da luta internacional foi a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), que impõe a colonização econômica, política e militar da América Latina pelos Estados Unidos. O 6º Congresso também referendou a campanha contra o Plano Colômbia e a defesa do povo palestino que luta por seu território, ocupado por Israel.

Atuação do sindicato
Os delegados fizeram um balanço positivo da atuação do Sindicato no último período. Tanto nas lutas, quanto na condução da entidade. Além disso, foi aprovado um plano de investimentos com a construção de um novo prédio e ampliação da Colônia de Férias. Esta resolução pretende melhorar os serviços da entidade e sua estrutura para a luta. Tem como objetivo também atender melhor a família dos metalúrgicos. Decidiu-se, ainda, encaminhar para uma assembléia, a expulsão do quadro de associados da entidade, do grupo que fez a campanha de calúnia contra o Sindicato. A acusação de que o Sindicato teria desviado R$ 2 milhões, além de querer queimar a imagem da entidade, se ganhasse na Justiça, tiraria da nossa luta o valor de R$ 2 milhões e poderia levar à intervenção da nossa entidade. A prestação de contas do Sindicato de 2000 também foi apresentada a todos os delegados (as) e discutida em todos os grupos.

Organizar local de trabalho
Um dos temas que mais gerou elaborações foi a organização no local de trabalho. Todos apresentaram propostas para que o Sindicato amplie sua atuação nas Cipa’s e fortaleça ainda mais a organização dentro das fábricas. Foi aprovada a realização de cursos e palestras para formar os cipeiros, além de avançar na organização dos trabalhadores das empresas terceirizadas.

Contra o pedágio de Jacareí
O pedágio de Jacareí foi um tema polêmico no Congresso. A maioria criticou o prefeito Marco Aurélio Souza por ter feito acordo cobrando impostos da empresa Nova Dutra pelo pedágio. A maioria defendia que a luta contra o pedágio continuasse, contudo, argumentava-se que estava enfraquecida devido à postura do prefeito. Marco Aurélio enviou um e-mail ao plenário do Congresso justificando seu posicionamento, mas os delegados e delegados desaprovaram a conduta e mantiveram a crítica.

CONTRA FLEXIBILIZAÇÃO DO GOVERNO FHC

Nos dias 25, 26 e 27 de junho de 1999 foi realizado o 5º Congresso dos Metalúrgicos, que contou com a participação de 121 delegados, na Colônia de Férias de Caraguatatuba. Um total de 37 empresas estiveram representadas neste encontro.

O Congresso foi um grande marco na formação política dos trabalhadores. "A contribuição no fortalecimento da organização do trabalho foi nitidamente visível, para continuarmos a lutar por salários, emprego e contra a redução de direitos", avaliou na época o vice-presidente do Sindicato, Renato Bento Luiz, o Renatão.

Nesta ocasião, os metalúrgicos decidiram estar na linha de frente contra a flexibilização de direitos, salários e jornadas; contra o banco de horas e de dias - aceito por outros Sindicatos - e a redução salarial. A política adotada foi bem clara: não aceitar as chantagens da patronal, tampouco aceitar parcerias.

A organização de base foi novamente destacada, contra a precarização do trabalho. CIPAs, comissões de PLR e de fábricas, segundo o Congresso, deverão ser tratados como prioridade.

Diante da situação política do país, foi aprovada também a participação no "Fora FHC e o FMI". Os metalúrgicos decidiram levantar a bandeira das eleições gerais, por não confiarem em Marco Maciel, tampouco nos parlamentares da época.

A situação da mulher trabalhadora, da juventude, dos negros, dos aposentados e desempregados também foi discutida. Diversas propostas foram aprovadas buscando ampliar a nossa organização nestes setores.

De modo geral, os delegados do Congresso reafirmaram a importância do perfil democrático e classista do Sindicato. Assim como a luta pelo socialismo, que continuará a ser levada pela diretoria da entidade.

DEBATE ACALORADO DENTRO DA CUT

O 4º Congresso dos Metalúrgicos reuniu 137 delegados nos dias 3 e 4 de junho de 1995, na Colônia de Férias do Sindicato. Foi um dos congressos mais polêmicos da história da entidade, com uma forte disputa entre setores que estavam dentro da CUT: Articulação Sindical e MTS (Movimento por uma Tendência Socialista).

A discordância girava em torno dos caminhos já trilhados pela central naquela época, por apoiar medidas que flexibilizariam direitos, como as Câmaras Setoriais.

Vieram para a abertura o presidente da CUT Estadual José Lopez Feijó, o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos/CUT, Heiguiberto Navarro (Guiba), o presidente da Federação Metalúrgica Estadual/CUT, Paulo Sérgio Ribeiro Alves, os deputados Jair Meneguelli e Arlindo Chinaglia.

Foram discutidos também o projeto do governo Fernando Henrique e a Reforma Constitucional e o governo municipal, que era comandado por Ângela Guadagnin (PT). O Congresso prestou apoio incondicional aos petroleiros que na época travaram uma luta duríssima contra o governo e a Justiça.

Outros temas debatidos foram a organização no local de trabalho, a situação e luta da mulher trabalhadora e um modelo de comunicação para o Sindicato.

NÃO ÀS CÂMARAS SETORIAIS!

"Fora o Congresso Nacional corrupto, eleições gerais e que Lula governe!" Foi neste clima que se deu o 3º Congresso dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que reuniu 137 delegados de 38 fábricas na Colônia de Férias do Sindicato, em 1993.

Foi aprovado um manifesto para ser enviado a sindicatos e entidades populares afirmando que Lula deveria governar apoiado nas organizações populares, com um plano econômico voltado para os trabalhadores.

Entre as principais resoluções do Congresso estava um categórico "não" às Câmaras Setoriais, que vinham sendo aplicadas na época entre governo, empresários e alguns sindicatos. Para os presentes, as Câmaras Setoriais secundarizavam a mobilização em troca da negociação permanente com patrões e empregados. "O resultado tem beneficiado apenas os patrões com a redução de impostos. Enquanto isso, os trabalhadores veem diminuir seus postos de trabalho e os salários continuam baixíssimos para aumentar ainda mais a lucratividade dos patrões", disse o diretor do Sindicato à época e delegado do Congresso Ivan Trevisan.

O Congresso aprovou entre suas prioridades a ampliação da campanha contra a privatização da Embraer, buscando envolver os metalúrgicos e a comunidade. Os delegados se posicionaram contra qualquer proposta de privatização mista ou distribuição de porcentagens de ações entre parceiros.

Além dessas campanhas gerais, manteve-se como nos congressos anteriores, os debates sobre as questões específicas da categoria metalúrgica.

METALÚRGICOS EXIGEM "FORA COLLOR"

Nos dias 18 e 19 de setembro de 1992 foi realizado, na Colônia de Férias do Sindicato, em Caraguatatuba, o 2º Congresso dos Metalúrgicos. Participaram 107 delegados, que representavam trabalhadores de 27 fábricas. Foram eles quem elaboraram, coletivamente, a linha de atuação para o período seguinte.

Uma das deliberações mais importantes foi a preparação da Greve Geral, convocada pela CUT, para o dia da votação do impeachment do presidente Fernando Collor. O Congresso aprovou como bandeira central: Fora Collor e Itamar; Eleições Gerais; Por um governo dos trabalhadores!

Uma semana depois a categoria parava suas atividades e exigia o Fora Collor.

Já neste Congresso discutiram e votaram por lutar contra a privatização, a terceirização e a superexploração causada pela implantação das novas tecnologias.

Novamente foi amplamente debatida a organização nos locais de trabalho e a situação e luta das mulheres e dos negros na categoria metalúrgica e na sociedade.

Naquela época, para enfrentar os métodos "modernos" que as fábricas começavam a aplicar, foi indicado como saída para o fortalecimento da luta dos trabalhadores um Sindicato Unificado dos Metalúrgicos do Vale do Paraíba.

O Congresso também aprovou, de maneira consultiva, mudanças no Estatuto do Sindicato, que seriam discutidas ainda em uma plenária para, posteriormente, aprovar as resoluções em uma assembleia da categoria.

APROFUNDAMENTO DA DEMOCRACIA OPERÁRIA

Na noite de 19 de julho 1991, abriu-se uma nova fase para os metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Uma fase de aprofundamento da democracia operária no Sindicato e de organização dentro das fábricas, para que cada trabalhador pudesse discutir todos os assuntos que se referiam à categoria e decidir sobre eles.

O Congresso foi aberto com a presença de representantes dos sindicatos dos Plásticos de São Paulo, Químicos de Jacareí e Região, CUT Regional do Vale do Paraíba, PCB, PT de São José dos Campos e do então deputado federal Ernesto Gradella. Participaram do Congresso as organizações sindicais Convergência Socialista Sindical, CUT pela Base, Vertente Socialista e Articulação Sindical.

Durante o Congresso, os delegados presentes se reuniram por fábrica e região para definir uma nova organização nos locais de trabalho. As conclusões dos debates sobre o fortalecimento da organização dos metalúrgicos nos locais de trabalho foi uma das principais resoluções do Congresso.

Além disso, aprovou-se organizar uma batalha sem tréguas na luta contra os planos do então presidente Fernando Collor e do FMI. E, para se contrapor ao projeto neoliberal do governo de recessão e desemprego, defender um plano econômico e político dos trabalhadores.

Os delegados do 1º Congresso também votaram pelo apoio à luta dos trabalhadores de todo o mundo contra os planos dos governos pró-imperialistas e à luta contra os governos burocráticos dos países do Leste Europeu, da China e União Soviética.

O Congresso, que durou três dias, encerrou-se na noite de domingo, dia 21 de julho de 1991. O encerramento aconteceu com a entrega de certificado aos delegados presentes e em clima de festa, além do sentimento de terem dado um passo à frente na organização e luta dos trabalhadores.

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