6º Congresso

Globalizar as lutas!

O tema do 6º Congresso, realizado em agosto de 2001, foi "Contra o neoliberalismo / Globalizar as lutas". Neste encontro os 216 delegados, de 55 fábricas, definiram a atuação política da entidade.

Diretores do Sindicato, cipeiros, ativistas e metalúrgicos de base debateram sobre a situação do Brasil e do mundo e seus reflexos em nossa região. Os participantes aprovaram uma série de resoluções.

Democracia e luta - Da nossa região, todos os sindicatos cutistas enviaram representantes. Além desses, havia metalúrgicos de São Bernardo, Americana, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Friburgo e representantes de outras entidades, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Outro ponto alto neste Congresso foi a presença de familiares. Esposas e filhos participaram ativamente.

Atividades preparatórias

As atividades que prepararam o 6º Congresso contaram com a presença de Angel Parras, colaborador da Revista Marxismo Vivo, Fernando Siqueira, presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Peter Jonhson, sindicalista norte-americano, e o cantor e compositor Lobão, que falou sobre música e sua trajetória de rebeldia.

PRINCIPAIS RESOLUÇÕES:

Fora FHC e o FMI já
Fortalecer a luta pelo Fora FHC e FMI foi uma decisão tomada pela ampla maioria dos delegados e delegadas do 6º Congresso dos Metalúrgicos. Eles não estão dispostos a esperar até 2002 para levantar esta bandeira. Foi rechaçada qualquer aliança com a burguesia. Os metalúrgicos vão lutar por uma frente classista dos trabalhadores, com um programa anticapitalista. "Uma aliança entre os partidos operários (PT, PSTU, PCdoB e PCB)". Este é texto que permaneceu nas resoluções.

Defesa da federação nacional de luta
Os metalúrgicos aprovaram a participação do Sindicato na organização da Federação Nacional dos Metalúrgicos Democrática e Combativa. O objetivo é se contrapor ao sindicato orgânico, criado pela direção da Articulação Sindical. Para impor uma política de conciliação de classes, o sindicato orgânico acaba com a democracia no movimento, já que quem passa a deter o poder de decisão é a direção e não a base. Para a maioria dos delegados e delegadas, o sindicato orgânico da Articulação enfraquece a luta contra o banco de horas e pela defesa dos direitos trabalhistas. A direção de sindicatos da Articulação já entregou esses direitos em campanhas salariais passadas.

A luta internacional
O tema do 6º Congresso "Contra o neoliberalismo, globalizar as lutas" foi amplamente debatido. O sindicalista argentino Alberto Mora falou sobre os reflexos da aplicação do plano neoliberal aos trabalhadores daquele país e reforçou a importância da unificação das lutas na América Latina. Um dos pontos centrais da luta internacional foi a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), que impõe a colonização econômica, política e militar da América Latina pelos Estados Unidos. O 6º Congresso também referendou a campanha contra o Plano Colômbia e a defesa do povo palestino que luta por seu território, ocupado por Israel.

Atuação do sindicato
Os delegados fizeram um balanço positivo da atuação do Sindicato no último período. Tanto nas lutas, quanto na condução da entidade. Além disso, foi aprovado um plano de investimentos com a construção de um novo prédio e ampliação da Colônia de Férias. Esta resolução pretende melhorar os serviços da entidade e sua estrutura para a luta. Tem como objetivo também atender melhor a família dos metalúrgicos. Decidiu-se, ainda, encaminhar para uma assembléia, a expulsão do quadro de associados da entidade, do grupo que fez a campanha de calúnia contra o Sindicato. A acusação de que o Sindicato teria desviado R$ 2 milhões, além de querer queimar a imagem da entidade, se ganhasse na Justiça, tiraria da nossa luta o valor de R$ 2 milhões e poderia levar à intervenção da nossa entidade. A prestação de contas do Sindicato de 2000 também foi apresentada a todos os delegados (as) e discutida em todos os grupos.

Organizar local de trabalho
Um dos temas que mais gerou elaborações foi a organização no local de trabalho. Todos apresentaram propostas para que o Sindicato amplie sua atuação nas Cipa’s e fortaleça ainda mais a organização dentro das fábricas. Foi aprovada a realização de cursos e palestras para formar os cipeiros, além de avançar na organização dos trabalhadores das empresas terceirizadas.

Contra o pedágio de Jacareí
O pedágio de Jacareí foi um tema polêmico no Congresso. A maioria criticou o prefeito Marco Aurélio Souza por ter feito acordo cobrando impostos da empresa Nova Dutra pelo pedágio. A maioria defendia que a luta contra o pedágio continuasse, contudo, argumentava-se que estava enfraquecida devido à postura do prefeito. Marco Aurélio enviou um e-mail ao plenário do Congresso justificando seu posicionamento, mas os delegados e delegados desaprovaram a conduta e mantiveram a crítica.

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Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá
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